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Árbitro de jogo do Palmeiras cita presença de Bolsonaro na súmula

Juiz registrou presença do presidente no gramado do Allianz Parque. Entre a torcida, Bolsonaro foi vaiado, mas também chamado de "mito" por parte do estádio

Jair Bolsonaro: presidente foi ao jogo do Palmeiras neste sábado, 27, e foi recebido com reações variadas pela torcida, entre vaias e gritos de "mito" (Alan Santos/PR/Flickr)

Jair Bolsonaro: presidente foi ao jogo do Palmeiras neste sábado, 27, e foi recebido com reações variadas pela torcida, entre vaias e gritos de "mito" (Alan Santos/PR/Flickr)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 28 de julho de 2019 às 17h21.

Última atualização em 28 de julho de 2019 às 17h21.

São Paulo - A presença do presidente Jair Bolsonaro no jogo entre Palmeiras e Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, no sábado, ganhou destaque até mesmo na súmula da partida. No documento registrado pelo árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro, entregue à CBF e publicado no site da entidade, consta o relato da descida de Bolsonaro ao gramado durante o intervalo da partida, com a observação de que a atitude não atrapalhou a partida.

O presidente acompanhou a partida dos camarotes, ao lado de dirigentes do Palmeiras, e no intervalo foi ao campo para cumprimentar jogadores e membros da comissão técnica. "Foi constatada a presença do exmo. Sr. Presidente da República Jair Bolsonaro, que desceu pela arquibancada em direção ao banco de reserva da equipe S.E.Palmeiras, cumprimentando os atletas suplentes bem com a comissão técnica", escreveu o árbitro.

O relato sobre a presença de Bolsonaro consta no campo da súmula destinado para "ocorrências ou observações" e é a única informação citada nessa lacuna. Segundo o árbitro, o gesto do presidente não atrapalhou o início do segundo tempo. "Registro que tal fato não trouxe atraso para o reinício de jogo", comentou Ribeiro. O árbitro também comentou que nenhum dos times atrasou o reinício da partida.

Bolsonaro desceu ao gramado pelo setor inferior oeste do Allianz Parque e passou perto dos torcedores do Palmeiras. O Estado acompanhou o presidente e testemunhou que houve uma divisão entre as pessoas sobre os apoiadores e críticos ao governante. A polícia chegou até mesmo a separar algumas discussões sobre palmeirenses com opiniões políticas divergentes.

O atraso dos times no retorno para o segundo tempo é um tema tratado com atenção pela CBF e pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). É comum os clubes participantes do Campeonato Brasileiro serem denunciados pelo tempo a mais de intervalo e receberem punições pequenas pela falha. Em geral, as equipes costumam ter de pagar uma multa de R$ 3 mil.

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