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Aprovação de Lula volta a subir e empata com a reprovação, diz pesquisa Genial/Quaest

O levantamento mostra que 49% dos brasileiros desaprovam a gestão petista, 48% aprovam, e 3% não sabem ou não responderam

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 8 de outubro de 2025 às 07h00.

Última atualização em 9 de outubro de 2025 às 06h33.

A aprovação do trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a subir e atingiu o maior patamar desde janeiro deste ano, diz a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 8.

O levantamento mostra que 49% dos brasileiros desaprovam a gestão petista, 48% aprovam, e 3% não sabem ou não responderam.

Pela segunda vez neste ano, a aprovação e a reprovação estão tecnicamente empatadas.

Na comparação com a pesquisa de outubro, a desaprovação teveuma queda de dois pontos percentuais, no limite da margem de erro, enquanto a aprovação subiu dois pontos percentuais.

A avaliação geral do governo também melhor: é negativa para 37% (38% em agosto), positiva para 33% (31% em agosto) e regular para 27% (28% no mês anterior).

Os dados reforçam a recuperação gradual da popularidade de Lula observada desde maio.

IR, encontro com Trump e PEC da Blindagem ajudam Lula

Segundo a pesquisa, a aprovação da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil — acompanhada da taxação da alta renda —, o encontro com Trump na ONU e as manifestações contrárias à PEC da Blindagem contribuíram para fortalecer o presidente.

Desde maio, subiu de 19% para 30% o percentual de entrevistados que afirmam ter visto mais notícias positivas do que negativas sobre o governo. Já 46% dizem ter visto mais notícias negativas, e 20% afirmam que não têm visto notícias.

A reforma do IR foi a notícia mais conhecida entre os entrevistados: 68% tomaram conhecimento da proposta, contra 32% que não souberam responder. A maioria se posiciona favoravelmente. São 79% a favor da isenção para quem ganha até R$ 5 mil e 17% contra. A taxação dos mais ricos conta com o apoio de 64%, enquanto 29% são contrários.

Para 49%, as mudanças trarão uma pequena melhora nas finanças pessoais, enquanto 41% acreditam que haverá uma melhora importante. Outros 10% não souberam ou não responderam.

O encontro entre o presidente Donald Trump e Lula foi de conhecimento de 57% dos entrevistados; 43% disseram desconhecer a reunião.

Para 49%, Lula saiu politicamente mais fortalecido do encontro com o presidente dos EUA; 27% avaliam que ele saiu mais enfraquecido, 10% consideram que não houve mudança significativa, e 14% não souberam ou não responderam.

A pesquisa foi realizada antes do telefonema entre os dois presidentes nesta segunda-feira. Um encontro presencial entre Lula e Trump deve ocorrer em breve. 

No caso da PEC da Blindagem, aprovada pela Câmara e rejeitada pelo Senado, 39% afirmaram que o governo saiu mais forte após as manifestações contrárias ao projeto; para 30%, o governo saiu mais fraco, enquanto 22% não souberam ou não responderam.

Mulheres, eleitores de centro e adultos de até 59 anos puxam alta da aprovação

O estudo mostra que, entre os grupos demográficos, o desempenho de Lula foi impulsionado pelos eleitores que dizem não ter posicionamento político, moradores do Sudeste e Sul, pelas mulheres e pelos adultos entre 35 e 59 anos.

Entre as mulheres, a aprovação do governo subiu de 48% para 52%, e a desaprovação caiu de 48% para 45%.

Entre as pessoas de 35 a 59 anos, a aprovação chegou a 51% e superou a desaprovação, de 46%.

No Sudeste, a avaliação positiva do trabalho de Lula chegou ao maior patamar desde maio, com 44% de aprovação, uma alta de três pontos em relação a pesquisa anterior. A desaprovação também caiu de 55% para 52%.

No Sul, a desaprovação caiu quatro pontos percentuais, de 60% para 56%. A aprovação chegou pela primeira em 41% na região.

Na avaliação por posicionamento político, os que se declaram sem posição reduziram a taxa de desaprovação, levando a um empate técnico: 48% desaprovam (eram 50% em setembro) e 46% aprovam (mesmo índice do mês anterior).

Esse mesmo grupo também se destaca na avaliação comparativa do governo. Entre setembro e outubro, caiu de 51% para 42% o percentual dos que consideram o governo Lula pior do que o esperado, enquanto o índice dos que o avaliam como melhor subiu de 14% para 20%.

A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 2 e 5 de outubro. Foram 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais.

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