Aécio Neves: presidente do PSDB não confirmou que vai disputar eleição (PSDB/Divulgação)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 9 de julho de 2026 às 13h54.
O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, afirmou nesta quinta-feira, 9, em entrevista ao jornal Estadão, que não deve concorrer à Presidência neste ano.
"Depois de muitas conversas internas, tenho que afirmar, em primeiro lugar, que o PSDB caminha para não ter candidatura própria nesta eleição", disse.
Derrotado por Dilma Rousseff no segundo turno da eleição de 2014, Aécio foi ventilado por lideranças do PSDB e do Cidadania para ser o nome do partido no pleito, em meio às revelações do caso Dark Horse, que abalou a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Antes disso, Aécio havia sugerido o nome de Ciro Gomes para disputar a Presidência pela federação. O ex-ministro, no entanto, optou por concorrer ao governo do Ceará.
O cacique da sigla disse que, após discussões, a conclusão foi que o melhor caminho é construir um "projeto vigoroso para 2030".
"Eu próprio, você se lembra, sugeri o nome do governador Ciro Gomes como a nossa alternativa. Logo depois ele próprio, lideranças como Tasso Jereissati, Roberto Freire, dentre outras, sugeriram meu nome como esse candidato. Mas nós chegamos à conclusão de que nós temos que ter os pés no chão e sim iniciar a construção de um projeto vigoroso para 2030", disse.
O deputado disse ainda que o caminho natural é o apoio da federação PSDB/Cidadania a uma candidatura de centro ou seguir neutro, sem apoiar nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem Flávio.
"O caminho natural hoje, depois de discutirmos até as possibilidades de uma candidatura, é o apoio a uma candidatura no centro. Mas o que nós percebemos é que, a três meses das eleições, ficou muito difícil furar essa bolha. Então, vamos dar um passo atrás para dar vários na frente e construir um projeto de Brasil a partir de agora já destas eleições", afirmou ao Estadão.
O presidente do PSDB disse ainda que qualquer um que vença as eleições vai manter o país dividido.
“Eu temo que nós estamos prestes a assistir à eleição mais fratricida da história recente do Brasil.”
Cotado para disputar o Senado em Minas Gerais e bem colocado nas pesquisas, o ex-governador do estado não confirmou se participará do pleito e disse que política é "arte de administrar o tempo".
"A candidatura ao Senado é uma possibilidade, mas se eu não conseguir conciliar com o que me move hoje verdadeiramente, que é construir um partido para o Brasil e entregar isso a uma nova geração, eu fico com o partido. Meu papel aqui é mais relevante", afirmou.