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Produção de café e carne impulsionam agro de SP em 2025, diz levantamento

Setor cresceu 0,55% no período e alcançou R$ 171,61 bilhões no ano passado

Exportação de carne: produção da proteína cresceu 21% (Freepik)

Exportação de carne: produção da proteína cresceu 21% (Freepik)

César H. S. Rezende
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 18h28.

O agro paulista cresceu 0,55% em 2025 em relação a 2024. Segundo levantamento preliminar, o Valor da Produção Agropecuária (VPA) do estado alcançou R$ 171,61 bilhões no ano passado. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA).

De acordo com o órgão, o crescimento foi impulsionado, principalmente, pelo bom desempenho da produção de café e carnes no estado.

A cadeia de carnes avançou 21%, atingindo R$ 22,64 bilhões, enquanto o café beneficiado foi um dos grandes destaques do período, com R$ 9,60 bilhões em valor de produção e crescimento de 47,09% — a valorização do grão foi favorecida pelas cotações internacionais e pela maior demanda global.

“O resultado mostra a força e a capacidade de resposta da agropecuária paulista. São setores altamente competitivos", afirmou Geraldo Melo Filho, secretário de Agricultura e Abastecimento do estado.

O bom desempenho das carnes também refletiu o aumento do consumo interno e a recuperação da renda.

No caso do café, o cenário internacional foi particularmente favorável, com restrições de oferta em países concorrentes e valorização do produto brasileiro.

Segundo Celso Vegro, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola, além de problemas enfrentados por Vietnã e Colômbia, o Brasil também não teve safras muito abundantes, o que levou a um rápido consumo dos estoques e a uma pressão de preços que ainda persiste.

“A expectativa é que os preços desacelerem até o fim de 2026, principalmente porque há previsão de maior produção na safra brasileira de café, comparada a anos anteriores”, diz.

O agro em SP

A estimativa preliminar considera as 50 principais cadeias produtivas do Estado, que apresentaram, no conjunto, estabilidade no ranking de participação do VPA.

A liderança segue com a cana-de-açúcar, seguida por carne bovina, laranja para indústria, carne de frango, café beneficiado, soja, ovos, leite, laranja de mesa e milho.

Outros produtos também apresentaram variações relevantes no período, com registros de crescimento e retração, reflexo das condições climáticas, do comportamento dos preços e das dinâmicas de mercado ao longo do ano.

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