EXAME Agro

Exportações de carne bovina crescem 42% em 2025 mesmo em meio ao tarifaço

Desempenho gerou uma receita de US$ 16,6 bilhões, segundo dados do MDIC, divulgados nesta terça-feira, 6

Exportação de carne: segundo o ministério, a proteína respondeu por 4,8% das exportações totais do Brasil em 2025, ante 3,5% em 2024. (Freepik)

Exportação de carne: segundo o ministério, a proteína respondeu por 4,8% das exportações totais do Brasil em 2025, ante 3,5% em 2024. (Freepik)

César H. S. Rezende
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 15h54.

As exportações de carne bovina do Brasil cresceram 42,5% em valor em 2025, na comparação com 2024, mesmo diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos.

O desempenho gerou uma receita de US$ 16,6 bilhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgados nesta terça-feira, 6.

Segundo o ministério, a proteína respondeu por 4,8% das exportações totais do Brasil em 2025, ante 3,5% em 2024.

Balança comercial em 2025

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025. Superávit ocorre quando as exportações superam as importações; quando acontece o contrário, o resultado é deficitário.

No período, as exportações cresceram 3,5% e somaram US$ 348,68 bilhões, enquanto as importações aumentaram 6,7%, totalizando US$ 280,38 bilhões. O saldo representa uma queda de 7,9% em relação a 2024.

Segundo o MDIC, a alta nas exportações foi impulsionada, principalmente, pelo desempenho da agropecuária, que cresceu 7,5% no ano.

Entre os principais produtos, destacaram-se o milho não moído, com alta de 5%; o café não torrado, com crescimento de 31,1%; e a soja em grão, com aumento de 1,4%. Em valores absolutos, a soja foi o produto mais exportado do país em 2025, com receita de US$ 44 bilhões.

Por outro lado, as maiores quedas na agropecuária vieram do trigo e centeio não moídos (-13,3%), do grupo composto por centeio, aveia e outros cereais (-69,8%) e do algodão em bruto (-4,4%).

Na indústria extrativa, recuaram as exportações de minério de ferro (-3%), minérios de metais preciosos (-66,9%) e óleos brutos de petróleo (-0,7%).

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