As exportações de café do Brasil caíram 21% em 2025 na comparação com o ano anterior, somando 40,049 milhões de sacas de 60 kg. Apesar da retração no volume, a receita cresceu 24%, atingindo US$ 15,586 bilhões — o maior valor anual já registrado, segundo o Cecafé.
“Exportamos um volume histórico em 2024, reduzindo o montante de café armazenado no país, e a safra do ano passado foi impactada pelo clima, combinação que culminou na limitação da disponibilidade do produto”, afirmou Ferreira, presidente do Cecafé.
Nos cálculos da entidade, a defasagem na infraestrutura portuária agravou os desafios enfrentados em 2025 e gerou prejuízo de R$ 61,5 milhões.
A Alemanha assumiu a liderança entre os principais destinos do café brasileiro, com a importação de 5,409 milhões de sacas — o equivalente a 13,5% dos embarques totais. O volume, no entanto, representa queda de 28,8% em relação a 2024.
Os Estados Unidos, tradicionalmente na primeira posição, caíram para o segundo lugar. Os norte-americanos importaram 5,381 milhões de sacas, ou 13,4% do total, com queda de 33,9% na comparação anual.
Completam o ranking dos cinco maiores compradores a Itália, com 3,149 milhões de sacas e recuo de 19,6%; o Japão, com 2,647 milhões e alta de 19,4%; e a Bélgica, com 2,321 milhões de sacas e queda de 47%.
Reflexo da menor disponibilidade de café, após as exportações recordes de 2024 e da safra impactada pelo clima no ano seguinte, a maioria dos principais importadores reduziu suas compras no ano passado.
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