Clima seco eleva cotação de soja e milho no Brasil

Preocupação com safra de grãos aumenta devido a condições climáticas desfavoráveis no Brasil e Argentina; preços atingem maior patamar dos últimos meses
Colheita de soja: clima quente e seco eleva cotação de grãos (Divulgação/Wenderson Araujo/CNA)
Colheita de soja: clima quente e seco eleva cotação de grãos (Divulgação/Wenderson Araujo/CNA)
Por BloombergPublicado em 27/12/2021 12:59 | Última atualização em 27/12/2021 13:04Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Os futuros da soja avançaram para a maior cotação em mais de quatro meses, enquanto o milho subiu para o nível mais alto desde o início de julho em meio ao clima quente e seco em regiões da América do Sul, o que aumenta a preocupação com o cenário para as safras.

A soja tem a nona sessão seguida de ganhos, o período mais longo de valorização desde abril. As regiões sul do Brasil e da Argentina permanecerão com clima seco e quente nas próximas semanas, causando “muito estresse” nas plantas dessas áreas, disse Donald Keeney, meteorologista sênior da Maxar, em e-mail na semana passada.

Analistas preveem que o Brasil, maior produtor de soja, terá safra recorde no início de 2022, embora a expansão das condições áridas possa reduzir a produção. Meteorologistas na Argentina também alertam sobre uma estiagem iminente, e o fenômeno climático La Niña deve causar seca em muitas áreas de cultivo.

Na China, o presidente Xi Jinping reiterou a necessidade de garantir a segurança de grãos e o fornecimento de produtos agrícolas em reunião antes da Conferência Central de Trabalho Rural, realizada em 25 e 26 de dezembro, de acordo com a estatal China Central Television. Xi pediu proteção às terras agrícolas e expansão do plantio de soja e oleaginosas. A China é a maior importadora mundial de soja e milho.