Tecnologia

Vendas mundiais de smartphones devem desacelerar em 2014

Dispositivos mais baratos afetam o mercado e pesam nos preços médios de venda


	Mulher segura smartphone: vendas de smartphones ultrapassaram pela primeira vez as de dispositivos normais no ano passado, contabilizando 53,6% das vendas gerais em 2013 e 57,6% no quarto trimestre
 (Scott Eells/Bloomberg)

Mulher segura smartphone: vendas de smartphones ultrapassaram pela primeira vez as de dispositivos normais no ano passado, contabilizando 53,6% das vendas gerais em 2013 e 57,6% no quarto trimestre (Scott Eells/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 13 de fevereiro de 2014 às 14h52.

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Frankfurt - O crescimento da receita global de smartphones deve desacelerar este ano no momento em que dispositivos mais baratos afetam o mercado e pesam nos preços médios de venda, disse a consultoria Gartner nesta quinta-feira.

Com a demanda em mercados maduros como América do Norte e Europa desacelerando, os principais fabricantes de smartphones Samsung e Apple estão introduzindo modelos mais baratos para novos mercados, como o iPhone 5C, da Apple.

"As vendas de smartphones mais caros vai desacelerar com o aumento das vendas dos modelos com preços médios e baixos nos mercados emergentes, o que irá mudar o mix de produtos", disse o analista da Gartner, Anshul Gupta.

"Isso levará a um declínio do preço médio de venda e a uma desaceleração do crescimento da receita".

As vendas globais de smartphones ultrapassaram pela primeira vez as de dispositivos normais no ano passado, contabilizando 53,6 por cento das vendas gerais em 2013 e 57,6 por cento no quarto trimestre.

A expectativa é que as vendas gerais de smartphones em 2014 aumentem para 1,2 bilhão a 1,3 bilhão de dispositivos ante 968 milhões em 2013, disse Gupta.

Destes smartphones, cerca de 1 bilhão serão rodados com a plataforma móvel Android, do Google, que chegou a cerca de 760 milhões de unidades, ou 78,4 por cento de todos os smartphones, em 2013.

A plataforma móvel da Apple, o iOS, ficou com um fatia de 15,6 por cento, abaixo dos 19,1 por cento um ano antes.

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