Tecnologia

Teles não temem investigação do governo sobre espionagem

Brasília – O presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Eduardo Levy, disse nesta terça-feira...

Teles (Reprodução)

Teles (Reprodução)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de setembro de 2013 às 13h28.

Brasília – O presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Eduardo Levy, disse nesta terça-feira (9) que não vão dar em nada as investigações que estão sendo feitas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre a violação do sigilo de comunicação telefônica e eletrônica de usuários brasileiros por uma agência de informações do governo norte-americano.

“A Anatel sabe que não vai encontrar absolutamente nada, porque as empresas têm uma tradição muito grande de manter as informações que são solicitadas pela Justiça guardadas à disposição dos auditores. É uma tradição de mais de 50 anos dentro do Brasil de nunca haver esse tipo de comentário e informação”, disse.

Levy reforçou que as empresas mantêm dados armazenados por cinco anos para fornecimento à Justiça, quando solicitado.“Nós não escutamos absolutamente nada e não guardamos nenhuma escuta porque não as temos. Apenas guardamos as chamadas dos clientes: para onde eles fazem e durante quanto tempo”, garantiu.

O presidente da Anatel, João Rezende, disse que a situação é muito grave porque envolve a privacidade dos cidadãos brasileiros, tanto em relação aos dados como mensagens que são trocadas por e-mail. Sem estimar um prazo para conclusão dos trabalhos, dada a complexidade do caso, Rezende lembrou que ontem (8) a agência abriu um procedimento para analisar se as empresas de comunicação do Brasil colaboraram para que houvesse envio irregular de dados aos Estados Unidos. [quebra]

Ante a polêmica, a proposta que cria o Marco Civil da Internet, que desde o ano passado está pronta para ser votada no plenário da Câmara, ganha força. “O Marco Civil da Internet é importante porque a Anatel, por exemplo, não regula provedores de internet”,disse Rezende.

Ainda segundo o presidente da Anatel, existe uma série de provedores estrangeiros atuando no Brasil que não segue à risca a legislação brasileira e sim a legislação do país onde está instalada a matriz. Hoje cabe a Polícia Federal investigar esses casos.

“Eu acho que o marco civil pode dar um tratamento a essa questão da confidencialidade dos dados e de uma série de outras informações que são necessárias. É importante dizer que, para o setor de telecomunicações, qualquer quebra de sigilo ou dado de usuários tem que ser autorizado judicialmente”, explicou o presidente da Anatel.

Os presidentes da Anatel e do SindiTelebrasil participaram hoje de audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado para discutir a redistribuição da faixa de 700 mega-hertz (MHz), atualmente ocupada pela televisão analógicas. Esse serviço terá de desocupar a faixa e transmitir por meio de sinal digital, para que a banda de 700 MHz seja utilizada pela internet 4G.

Acompanhe tudo sobre:TelecomunicaçõesEspionagemINFO

Mais de Tecnologia

IA do TikTok inaugura um mundo de vídeos realistas — mas sem humanos

Primeira liga comercial de luta entre robôs humanoides estreia na China

Big Techs tentam driblar taxa de Trump para profissionais estrangeiros

Discord vai exigir verificação de idade para liberar conteúdo