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Segundo paciente que recebeu coração artificial passa bem

Segundo paciente que recebeu coração artificial na França passa bem e superou o tempo de sobrevivência do primeiro, que morreu no começo do ano


	Coração artificial: paciente vive há 77 dias com um coração artificial
 (Franck Fife/AFP)

Coração artificial: paciente vive há 77 dias com um coração artificial (Franck Fife/AFP)

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Da Redação

Publicado em 22 de outubro de 2014 às 12h14.

Nantes - O segundo paciente que recebeu um coração artificial da fabricante francesa Carmat passa bem e superou o tempo de sobrevivência do primeiro, que morreu no início deste ano, indicou o cirurgião que realizou o implante em um hospital de Nantes (oeste).

O paciente, operado em 5 de agosto no hospital público de Nantes, vive há 77 dias com um coração artificial, enquanto que o primeiro paciente, um homem de 76 anos de idade operado em 18 de dezembro em Paris, morreu 74 dias após o procedimento cirúrgico.

"Ele está bem. Um sinal muito positivo", declarou ao jornal Ouest-France o professor Daniel Duveau em suas primeiras declarações públicas desde a operação.

Para respeitar a privacidade da família, o hospital de Nantes não revela a identidade do paciente. De acordo com Ouest-France, ele teria mais de 70 anos.

A Carmat considera que uma operação é bem-sucedida quando o paciente sobrevive mais de 30 dias com o órgão transplantado.

O paciente de Nantes sofre de insuficiência cardíaca em fase terminal e não era elegível para um transplante de coração de um doador, condição estabelecida pelas autoridades de saúde para autorizar o transplante.

"O primeiro critério para este teste é o da sobrevivência. Há passos previstos no protocolo: a sobrevivência por um mês, dois meses, três meses ou mais...", explica o professor Duveau.

"Será apenas após os quatro transplante planejado que poderemos realmente fazer um balanço sobre os resultados do procedimento", acrescenta.

Dois novos pacientes deverão ser selecionados para posterior transplante.

Ao apresentar seus resultados financeiros, Carmat indicou considerar uma nova fase de desenvolvimento do seu coração artificial, que poderia permitir mais vinte transplantes.

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