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São Paulo gasta R$ 246,2 milhões em saúde devido à poluição

O gasto com o tratamento de doenças provocadas pela poluição ambiental aumentou em apenas um ano para R$ 246,2 milhões (US$ 111,7 milhões) no estado de São Paul

são paulo (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 25 de setembro de 2013 às 05h51.

São Paulo - O gasto com o tratamento de doenças provocadas pela poluição ambiental aumentou em apenas um ano para R$ 246,2 milhões (US$ 111,7 milhões) no estado de São Paulo, segundo um estudo realizado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade.

Entre 2006 e 2011, o estado de São Paulo registrou 99.084 mortes relacionadas com a poluição, seis vezes e meia a mais que as mortes causadas por Aids, segundo o estudo "Avaliação do impacto da poluição atmosférica sob a visão da saúde no Estado de São Paulo", que a Agência Efe teve acesso nesta terça-feira.

Somente em 2011, o setor público de saúde investiu R$ 76 milhões (US$ 35,5 milhões) para o tratamento de doenças provocadas pela poluição, um número 13 vezes maior que os recursos destinados para a produção de vacinas.

Durante o mesmo período, a rede privada de saúde destinou R$ 170 milhões (US$ 77,2 milhões).

Para o diretor da pesquisa e professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Saldiva, as pessoas mais "vulneráveis" a contrair doenças relacionadas com a alta concentração de poluição são crianças, gestantes, pessoas com dietas inadequadas e diabéticos.

"Estas pessoas em condições normais poderiam tomar a decisão de evitar o risco. No caso do tabaco, é uma decisão individual, mas na poluição não há escolha", comentou Saldiva.

A pesquisa revela, além disso, que, ao contrário do que se esperava, a capital não possui o pior índice de qualidade do ar do estado, mas 11 cidades apresentaram uma qualidade inferior, entre elas São Caetano do Sul, considerada como a cidade com maior Índice de Desenvolvimento Humano do país (IDH).

"A situação pode ser ainda mais grave nestas cidades", precisou o presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), Carlos Bocuchy.

O presidente do Proam explicou à Efe que os critérios utilizados em todo o estado para medir a qualidade do ar são baseados em estudos da década dos 1980 e não coincidem com os índices recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Temos um sistema de controle ambiental que é uma falácia. Não é possível continuar falando, por exemplo, de pessoas que têm febre de 37 graus quando é de 39", criticou. 

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