Tecnologia

Microsoft anuncia compra de Activision Blizzard, gigante de games

Aquisição está em fase final e rumores indicam que o valor é de aproximadamente 70 bilhões de dólares, mas gera surpresa já que a desenvolvedora de jogos enfrenta graves denúncias de assédio sexual

 (Jeenah Moon/Getty Images)

(Jeenah Moon/Getty Images)

LP

Laura Pancini

Publicado em 18 de janeiro de 2022 às 11h21.

Última atualização em 18 de janeiro de 2022 às 12h11.

Nesta terça-feira, 18, a gigante Microsoft anunciou que está na fase final de aquisição de uma das maiores desenvolvedoras de games, a Activision Blizzard, em um acordo estimado na casa dos 70 bilhões de dólares (por volta de 380 bilhões de reais) pelo Wall Street Journal.

De acordo com o WSJ, a Microsoft disse que a transação a tornaria a terceira maior empresa de jogos do mundo em receita, atrás da chinesa Tencent Holdings e da japonesa Sony.

A aquisição inclui diversos estúdios da marca: Beenox, Demonware, Digital Legends, High Moon Studios, Infinity Ward, King, Major League Gaming, Radical Entertainment, Raven Software, Sledgehammer Games, Toys for Bob, Treyarch e todas as equipes da Activision Blizzard, de acordo com nota.

A Blizzard está por trás de grandes games como Guitar Hero, World of Warcraft, Call of Duty, Diablo e OverWatch. Após a aquisição, a empresa irá reportar ao CEO da Microsoft Gaming, Phil Spencer. Em nota, o presidente executivo afirma que os jogos da marca chegarão no Xbox Game Pass e no PC Game Pass, assinatura mensal que é como uma Netflix para games.

Microsoft e Blizzard enfrentam denúncias de assédio

A aquisição da Blizzard pela Microsoft é significativa e deve trazer grande impacto ao mercado. Porém, também gera surpresa: a empresa recentemente enfrentou um escândalo devido à diversas denúncias de assédio sexual, diferenças salariais entre homens e mulheres na mesma posição e por um ambiente de trabalho que era conivente com avanços físicos e verbais sobre funcionárias.

A situação é grave e o processo menciona até que uma funcionária cometeu suicídio após formas extremas de abuso na empresa. "Funcionárias quase universalmente confirmaram que trabalhar para a empresa era quase como trabalhar em uma casa de fraternidade, em que invariavelmente envolvia funcionários bebendo e submetendo funcionárias a assédio sexual sem qualquer repercussão", diz o processo.

Algo semelhante acontece com a Microsoft. Nesta semana, foi anunciado que o conselho de administração da empresa contratou um escritório de advocacia para revisar as políticas da empresa sobre assédio sexual e discriminação após reclamações de irregularidades na empresa que envolvem até Bill Gates.

O escritório Arent Fox irá, por exemplo, apurar sobre uma cadeia de e-mail interna da empresa que circulou em 2019. Nas mensagens, funcionários reclamaram da Microsoft não ter tomado ação em muitos casos de humilhação, comentários sexistas e assédio sexual.

As ações da Activision caíram quase 30% desde o início da ação contra a empresa em julho de 2021, mas já subiram 40% após o anúncio da Microsoft que, em contrapartida, teve suas ações despencarem 1,6% até o momento de publicação dessa matéria.

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