Máxima "opostos se atraem" não vale para casais, diz estudo

Na verdade, você gosta mesmo é de quem parece com você

A grande maioria dos filmes de amor que você já viu é improvável. Titanic? Balela. A Dama e o Vagabundo? Falácia. 50 Tons de Cinza, então, nem se fala. Um novo estudo aponta que não existe esse negócio de que os opostos se atraem.

Na verdade, você gosta mesmo é de quem parece com você.

Pesquisadores da Universidade do Kansas e do Wellesley College foram às ruas em buscas de casais interagindo (de amigos, namorados, casados) e analisaram os pontos em comum das duplas: valores, traços de personalidade, atividades recreativas, consumo de álcool e drogas, por exemplo.

O resultado apontou que as relações que duraram mais e tinham mais intimidade eram aquelas em que as características dos envolvidos era parecida.

A pesquisa afirma que o momento mais decisivo em um relacionamento são os contatos iniciais - é nessa fase que as pessoas decidem se vão investir ou não em outro alguém.

"No início da relação, você tenta criar um mundo social que o deixe confortável, com pessoas para confiar e cooperar para atingir seus objetivos. A similaridade é muito útil nesse contexto, e pessoas são atraídas por isso na maior parte do tempo", afirma Chris Crandall, co-autor da pesquisa.

Para os autores, ao contrário do que Hollywood prega, as pessoas não mudam durante a relação. A ideia não é afirmar que não há trocas ou ações que influenciam os companheiros. Elas existem, mas não transformam as pessoas.

"Nós percebemos que existem intervenções, como pequenas mudanças na personalidade, atitudes e valores, mas, na verdade, há pouco espaço para que um influencie o outro", diz Angela Bahns a outra responsável pelo texto.

A pesquisa, porém, afirma que não é como se as pessoas não conseguissem ter relações com seus opostos - na verdade, elas podem até ser duradouras e boas.

Só que, se pudermos escolher, tende-se a ir pelo caminho mais semelhante. "Estamos afirmando que selecionar seus semelhantes como parceiros é algo extremamente comum - tão comum que dá para apontar como uma característica psicológica", diz Bahns.

O estudo analisou as relações em pequenas faculdades do Reino Unido, e percebeu que lá as amizades tinham menos em comum do que em grandes campus - simplesmente porque faltava opção - mas os registros não mostravam que as pessoas eram menos ou mais amigas por isso.

"Sabemos que as pessoas escolhem o semelhante primeiro. Mas, se você mudar seu rumo, pode encontrar excelentes amigos, relações significativas, com pessoas diferentes de você", explica Crandall.

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