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HP Folio 13

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Avaliação do editor Airton Lopes / Para se diferenciar dos outros laptops com tela de 13,3 polegadas finos, leves, poderosos e com inicialização veloz, o Folio 13 oferece recursos que podem pesar na preferência de usuários corporativos. Ele é o primeiro ultrabook testado no INFOlab com chip de criptografia TPM e porta de rede Gigabit Ethernet no próprio corpo. O seu desempenho nas tarefas mais comuns é muito bom. Melhor ainda é a autonomia da bateria, que chegou a 2 horas e 46 minutos em uso intenso. O acabamento em metal escovado e a construção robusta do Folio 13 são incríveis. Mas ele tem apenas uma porta USB 2.0 e uma USB 3.0, que convém deixar reservada para receber um HD externo. O drive de memória flash (SSD), um dos responsáveis pela agilidade da máquina, reduz bastante o espaço interno para arquivos. Pouco mais da metade dos 128 GB ficam livres para o usuário. Além do espaço do Windows e dos programas, o Folio 13 tem 16 GB reservados para uma ferramenta de restauração do sistema.

Avaliação de Leonardo Veras / Dentro do Folio 13 encontramos um processador de baixa dissipação de energia, o mesmo Intel Core i5 2467M presente na configuração básica do MacBook Air. Embora a frequência básica de sua dupla de núcleos seja um pouco baixa (1,6 GHz), um deles pode atingir até 2,3 GHz quando a aplicação que estiver sendo executada não precisar dos dois ao mesmo tempo. Ao atuar em conjunto com o SSD, esse processador proporciona uma experiência ágil na maioria das situações. Tarefas mais exigentes, como a codificação de vídeos, não rodam com tanta facilidade.

Um fato curioso é que o Core i5 2467M não tem suporte ao Intel Trusted Execution, o sistema de proteção contra malware a nível de hardware que é um dos desdobramentos do TPM (Trusted Platform Module). A implementação TPM no Folio 13 é uma solução da própria HP, independente do chipset da Intel. De qualquer forma, a presença do TPM facilita a incorporação do Folio 13 a redes de empresas que exigem maior segurança.

Além do clock da CPU, outro componente que sofre com a escassez de energia em chips como o Core i5 2467M é a GPU integrada. Como todo ultrabook, o Folio 13 não possui uma placa de vídeo dedicada e, portanto, depende da Intel Graphics 3000 para lidar com a movimentação dos pixels na tela. No caso, o clock das ALU que desempenham essa tarefa é de 350 MHz, pouco em contraste com o clock de outros processadores da linha Core (650 MHz). Ainda assim, a mesma estratégia que amplia a frequência dos núcleos da CPU também funciona aqui: o clock do processamento gráfico pode atingir 1,15 GHz em algumas situações.

Para a memória a HP reservou 4 GB de RAM não expansíveis (como em quase todo ultrabook). Felizmente, a fabricante não poupou recursos na hora de escolher um conector para o SSD. Máquinas que, apesar de utilizar memória flash, têm a performance limitada por conectores de banda estreita não são incomuns, mas esse não é o caso do Folio 13, que utiliza a terceira revisão do SATA. Apesar da existência de opções ainda mais rápidas de conector, como o PCIe, o uso do mSATA já é um passo na direção certa.

Previsivelmente, o desempenho do Folio 13 nos benchmarks foi muito bom, embora não tanto quanto o de outros membros da categoria ultrabook. Ao final de um exame de performance geral com o Windows 7, o PCMark 7 concedeu 3.142 pontos à maquina, uma boa marca. Sobre a capacidade do Folio 13 de lidar com gráficos no nível do DirectX 9, o 3DMark06 foi um pouco mais severo ao afirmar que a mesma valia 3.459 pontos, uma nota mediana. 

Benchmark PC Mark 7 (em pontos)
Barras maiores indicam melhor desempenho

Apple Macbook Air 13”

3.669

Asus Zenbook UX31E

3.442

HP Folio 13

3.142

Acer Aspire S3

1.545

Benchmark 3DMark06 (em pontos)
Barras maiores indicam melhor desempenho

Sony Vaio SB15GB

5.123

Apple Macbook Air 13”

4.293

Asus Zenbook UX31E

3.943

HP Folio 13

3.459

Acer Aspire S3

2.994

Samsung Série 9

2.008

Além do TPM, outra característica que torna o Folio mais aceitável como computador corporativo é a presença da Gigabit Ethernet. Entre os ultrabooks essa porta é uma raridade, frequentemente substituída por um adaptador USB que só provê velocidades de Fast Ethernet. Se você está restrito a uma conexão cabeada, como frequentemente acontece em redes corporativas, o Folio lhe agradará com mais velocidade e estabilidade. De quebra, você não terá que se preocupar com a possível perda de um adaptador.

O restante das conexões segue o padrão dos ultrabooks, com as duas USB já comentadas, uma HDMI e uma P2 que serve tanto para fones quanto para microfones. Também na esteira da concorrência, a HP incluiu a versão mais nova do Bluetooth (4.0) e o indispensável Wi-Fi n. A maioria dos usuários não vai sentir muita falta do leitor de cartões, ao contrário dos fotógrafos amadores e profissionais.

A escolha do software foi coerente com o hardware. É o Windows 7 Professional que habita esse ultrabook. Na verdade, o preço elevado do Folio cria a expectativa de um sistema ainda mais completo, como o Windows 7 Ultimate, que oferece recursos interessantes para máquinas corporativas. Ainda assim, a concorrência em geral não é melhor que a HP nesse ponto. Para nosso alívio, essa máquina não está completamente impregnada de bloatware.

A tela do Folio definitivamente não é o artigo de luxo que deveria ser. Trata-se de um painel TN com ângulos de visão um tanto limitados. A resolução de 768p também não impressiona e provavelmente se tornará obsoleta nos próximos anos. A tela do Folio é melhor do que a média? Sim, mas não o suficiente para justificar o preço da máquina. Um diferencial na área do vídeo é a presença de uma boa câmera embutida. Ao contrário da esmagadora maioria das webcams integradas, a HP TrueVision pode gravar vídeos de resolução 1280 x 1024 pixels, o que eleva a qualidade de qualquer seção de videoconferência.

O som, por sua vez, é muito potente. Desde o Asus Zenbook, temos nos impressionado com a qualidade do áudio que os fabricantes de ultrabook têm conseguido embutir nessas máquina delgadas. O Folio não é tão elogiável no que diz respeito à qualidade, mas ele impressiona pelo volume. Como em outros computadores dessa categoria, falta força aos sons graves e os agudos são um pouco estridentes.

Ao contrário da maioria dos ultrabooks disponíveis no mercado, o Folio diverge um pouco do padrão estabelecido pelo MacBook Air. É evidente que a HP não pretendia montar o notebook mais fino e metálico do mundo. Mesmo assim a máquina resultante é tão atraente quanto a concorrência, embora sua lógica estética seja outra. O Folio tem um ar de solidez que outros ultrabooks não possuem. Sua borda arredondada e a textura emborrachada que cobre a região do teclado também têm a vantagem de tornar a digitação mais confortável do que nos ultrabooks convencionais.

O teclado em si é excelente. Por seguir o estilo de teclas em “ilha” encontrado em outras máquinas da categoria, esse painel oferece muito espaço para a digitação. Há ainda retroiluminação das teclas para ajudar aqueles que têm hábitos noturnos. Similarmente, o touchpad oferece muito espaço para os gesto com mais de um dedo. Aliás, o Folio merece uma menção especial pela boa implementação da rolagem de página, uma das mais naturais que já encontramos em notebooks com Windows.

Outro benefício alardeada pelas propagandas do Folio é o “Cool Sense”. Trata-se do uso de um acelerômetro para determinar se o notebook está repousando sobre um superfície estável ou não. Caso a resposta seja negativa, a máquina diminui seu nível de atividade e, consequentemente, a temperatura de sua superfície. A ideia por trás disto é impedir que a máquina esquente demais para quem deseja apoiá-la no colo. De fato, aqui no INFOlab medimos uma diferença de quase 4°C quando tiramos o notebook da mesa para deixá-lo repousando no colo, o que se traduz em uma experiência ligeiramente mais confortável.

Bem mais interessante que esse detalhe do Cool Sense é a duração da bateria. O Folio tem uma das baterias mais duráveis entre os ultrabooks, e isto não é dizer pouco. Nosso teste com o benchmark Battery Eater, que simula uma seção de atividade intensa, mensurou a duração de carga em 166 minutos.

Duração da bateria em uso intenso
Barras maiores indicam melhor desempenho

Asus Zenbook UX31

2h53min

HP Folio 13

2h46min

Samsung Série 9

2h17min

Acer Aspire S3

2h04min

Apple Macbook Air 13”

2h02min

Vídeo

http://videos.abril.com.br/info/id/fefb333664018275ef937993c616c4b4

Ficha técnica

Tela 13,3”
Processador Intel Core i5 2467M 1,6 GHz
RAM 4 GB
Armazenamento SSD de 128 GB
GPU Vídeo onboard
Peso 1,5 kg
SO Windows 7 Professional
Duração de bateria 2h46min

Avaliação técnica

Prós Duração de bateria acima da média dos ultrabooks; chip TPM; Gigabit Ethernet; acabamento excelente;
Contras Espaço de armazenamento limitado; desempenho de vídeo poderia ser melhor;
Conclusão O Folio 13 é o ultrabook que mais se aproxima de um notebook corporativo; em termos de desempenho geral, ele está entre o Zenbook e o Aspire S3;
Configuração 8,8
Vídeo e áudio 8,2
Usabilidade 8,5
Design 8,3
Bateria 8,7
Média 8.6
Preço 3699

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