Tecnologia

Explosão de vendas de celulares pode reduzir exportação

Redução deve ser causada pelo crescimento de 30% do mercado interno no primeiro semestre de 2010

Segundo vice-presidente da Samsung, aumento nas vendas de celulares no Brasil é como um carro a 200 km/h.

Segundo vice-presidente da Samsung, aumento nas vendas de celulares no Brasil é como um carro a 200 km/h.

DR

Da Redação

Publicado em 15 de fevereiro de 2013 às 17h13.

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São Paulo - O crescimento das vendas de celulares este ano tem surpreendido os fabricantes, a ponto de fazê-los deixar de exportar para que o mercado interno não fique desabastecido. Segundo estimativas das empresas, o mercado deve crescer cerca de 30% no primeiro semestre, comparado ao mesmo período de 2009.

"É uma situação que até dá medo, porque o carro está a 200 quilômetros por hora", disse Silvio Stagni, vice-presidente da Samsung. No ano passado, houve uma queda de 4% nas vendas, somando 46 milhões de unidades, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Foi a segunda queda da história no mercado doméstico de aparelhos móveis (a primeira foi em 1999) e a única redução de produção da indústria brasileira.

Para este ano, a previsão da Abinee é de um crescimento de 9% das vendas, chegando a 50 milhões de aparelhos. As exportações, que haviam caído 34% em 2009, devem ficar estagnadas este ano, em 16 milhões de unidades. "O mercado está mais aquecido do que imaginávamos", afirmou Luiz Cláudio Carneiro, diretor da Abinee. Ele destacou que a queda nas exportações tem dois motivos: o aumento da demanda interna e as expectativas não concretizadas nas exportações.

No ano passado, o Brasil enfrentou uma onda de protecionismo na Argentina, Venezuela e Equador, que barraram o celular brasileiro. Os fabricantes brasileiros esperavam uma melhora este ano na Venezuela e no Equador, que acabou não se concretizando. Na Argentina, essa melhora não veio nem virá. "A maioria dos grandes fabricantes já está com operações na Argentina", explicou Carneiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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