Copilot e assistentes como ChatGPT e Claude escrevem fórmulas a partir de pedidos em português (Magnific/Reprodução)
Colaboradora
Publicado em 27 de setembro de 2026 às 08h00.
RESUMO | Criar e aplicar fórmulas no Excel com IA dispensa decorar a sintaxe do PROCV: o Copilot, incluído nos planos Microsoft 365 Personal e Family desde janeiro de 2025, escreve a fórmula e monta dashboards com gráficos a partir de pedidos em português. Quem não tem o Copilot consegue a mesma fórmula no ChatGPT, no Claude ou no Gemini e cola na célula. Nos dois casos, o resultado precisa ser testado em algumas linhas antes de entrar em relatórios.
Cruzar o código de um produto com a tabela de preços em outra aba é uma das tarefas mais comuns do Excel — e uma das que mais mandam o usuário ao buscador atrás da sintaxe do PROCV. Com a inteligência artificial (IA), essa etapa vira um pedido em linguagem comum, em que o usuário descreve quais colunas devem ser cruzadas e o que precisa aparecer no resultado.
O caminho mais curto para criar fórmulas no Excel com IA é o Copilot, assistente da Microsoft que funciona dentro da planilha e insere a fórmula na célula. Quem não tem acesso a ele obtém o mesmo resultado no ChatGPT, no Claude ou no Gemini, com um passo a mais: copiar a resposta e colar no Excel.
Desde janeiro de 2025, o Copilot faz parte das assinaturas Microsoft 365 Personal e Family, com uma cota mensal de créditos de IA. No plano Family, o recurso fica restrito ao titular da conta. Com a inclusão, os planos passaram a custar R$ 51 e R$ 60 por mês no Brasil, segundo a Microsoft.
Em empresas, o acesso completo depende da licença Microsoft 365 Copilot, vinculada à conta corporativa. O assistente funciona no Excel para web e na versão instalada no computador.
A Microsoft chegou a testar a função =COPILOT, que levava a IA para dentro da célula, mas a retirou do Excel em 14 de setembro de 2026. Os pedidos passaram a se concentrar no painel lateral.
No Excel em português, o VLOOKUP se chama PROCV e o XLOOKUP se chama PROCX. A Microsoft trata o PROCX como sucessor do PROCV: ele busca em qualquer direção da tabela e usa correspondência exata por padrão.
O pedido rende mais quando informa a célula do valor procurado e a aba de referência, com a coluna que deve voltar como resposta. Quatro modelos de prompt:
Pedir que a IA explique cada argumento da fórmula facilita reaproveitá-la em outras planilhas sem depender de um novo prompt.
Um dashboard sai melhor quando é montado em etapas, e não em um pedido único. A sequência abaixo parte de uma base de vendas com colunas de data, região, produto e valor:
O Copilot cria tabelas dinâmicas e gráficos na própria pasta de trabalho. Ajustes seguem no mesmo painel, com pedidos como "troque as cores para tons de azul" ou "filtre o painel pelo primeiro semestre".
Fora do Excel, ChatGPT e Claude aceitam o envio do arquivo .xlsx e devolvem gráficos ou uma nova planilha para download. A diferença é que a alteração não acontece no arquivo original.
As versões gratuitas dos assistentes de conversa dão conta da maior parte das fórmulas. As opções mais usadas:
Um detalhe evita boa parte dos erros: o Excel configurado em português usa nomes de funções traduzidos e ponto e vírgula como separador. Assistentes de conversa costumam responder com VLOOKUP, IFERROR e vírgulas. Vale incluir no prompt: "use os nomes das funções do Excel em português do Brasil e ponto e vírgula como separador".
Antes de colar dados de clientes ou da empresa em um chatbot, a recomendação é checar a política interna de uso de IA. Uma alternativa é enviar só os cabeçalhos e algumas linhas com valores fictícios.
Sim. Basta colar a fórmula junto com a mensagem exibida na célula (como #N/D ou #REF!) e explicar o que ela deveria fazer. Um modelo: "Esta fórmula PROCV retorna #N/D, mas o código existe na outra aba. Encontre o problema e corrija."
No PROCV, o #N/D costuma vir de diferenças de formato entre as tabelas — um código salvo como texto em uma aba e como número na outra, ou espaços extras no fim da célula. A IA aponta a causa e sugere funções como ARRUMAR ou VALOR para limpar os dados.
A própria Microsoft orienta revisar o que o Copilot entrega antes de compartilhar a planilha. Quatro checagens resolvem a maior parte dos problemas: