• AALR3 R$ 19,67 -0.41
  • AAPL34 R$ 74,65 1.01
  • ABCB4 R$ 16,51 -0.18
  • ABEV3 R$ 14,82 1.93
  • AERI3 R$ 4,03 7.47
  • AESB3 R$ 10,80 1.50
  • AGRO3 R$ 31,49 -1.78
  • ALPA4 R$ 22,02 1.01
  • ALSO3 R$ 19,76 0.36
  • ALUP11 R$ 26,25 0.00
  • AMAR3 R$ 2,32 4.04
  • AMBP3 R$ 29,62 -0.44
  • AMER3 R$ 23,85 3.47
  • AMZO34 R$ 73,23 1.29
  • ANIM3 R$ 5,59 3.90
  • ARZZ3 R$ 82,16 -0.40
  • ASAI3 R$ 15,30 -1.16
  • AZUL4 R$ 21,28 2.90
  • B3SA3 R$ 11,30 -1.48
  • BBAS3 R$ 35,58 1.34
  • AALR3 R$ 19,67 -0.41
  • AAPL34 R$ 74,65 1.01
  • ABCB4 R$ 16,51 -0.18
  • ABEV3 R$ 14,82 1.93
  • AERI3 R$ 4,03 7.47
  • AESB3 R$ 10,80 1.50
  • AGRO3 R$ 31,49 -1.78
  • ALPA4 R$ 22,02 1.01
  • ALSO3 R$ 19,76 0.36
  • ALUP11 R$ 26,25 0.00
  • AMAR3 R$ 2,32 4.04
  • AMBP3 R$ 29,62 -0.44
  • AMER3 R$ 23,85 3.47
  • AMZO34 R$ 73,23 1.29
  • ANIM3 R$ 5,59 3.90
  • ARZZ3 R$ 82,16 -0.40
  • ASAI3 R$ 15,30 -1.16
  • AZUL4 R$ 21,28 2.90
  • B3SA3 R$ 11,30 -1.48
  • BBAS3 R$ 35,58 1.34
Abra sua conta no BTG

Cuba enfim libera internet móvel — mas quase ninguém pode pagar

Em 2015, governo afirmou que a meta do país era conectar metade de suas casas e 60% de seus telefones até 2020. Pacote custa um salário médio
Imagem de arquivo de jovem em Cuba: internet móvel chega à ilha (Getty Images/Isaac Risco/picture alliance)
Imagem de arquivo de jovem em Cuba: internet móvel chega à ilha (Getty Images/Isaac Risco/picture alliance)
Por Da RedaçãoPublicado em 06/12/2018 06:30 | Última atualização em 06/12/2018 06:32Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Cuba passa a ser nesta quinta-feira um dos últimos países do mundo a permitir a seus cidadãos acessarem a internet móvel de seus celulares. O país caribenho deixa para trás, assim, a Coreia do Norte, que permite a seus cidadãos utilizarem apenas uma intranet nacional, com uma infinidade de páginas vetadas pelo governo. Mesmo na China, o país mais conectado do planeta, o acesso a sites estrangeiros é comumente vetado pelo governo, o que fez o país desenvolver sua própria rede de buscadores, sites e aplicativos. Em Cuba, o acesso será mais livre, embora o governo vete, e continuará vetando, sites que promovam conteúdo crítico hospedados principalmente na Flórida.

Até ontem, os cubanos tinham acesso apenas a um serviço de e-mail, controlado pelo governo, ou precisavam se concentrar em poucos pontos das cidades do país que ofereciam acesso a wifi público, numa medida iniciada em 2015, ou podiam visitar cafés estatais com internet fixa, instalados desde 2013. Conexões caseiras, legais e ilegais, também se espalham pelo país desde 2014, quando Cuba retomou as relações com os Estados Unidos, e Barack Obama visitou o país. Desde dezembro, empresas e embaixadas começaram a ter acesso ao plano 3G, o único serviço disponível no país.

Com a chegada de Miguel Diaz-Canel ao poder, em abril, a lenta modernização da economia e dos hábitos no país ganhou novo impulso. Diaz-Canel chegou a abrir um conta no Twitter, em outubro. Ontem, postou a seus 53.623 seguidores uma homenagem a Fidel Castro, morto há dois anos, afirmando que diariamente o país precisa se inspirar na herança dos valores deixados por ele. A estratégia de Diaz-Canel é buscar formas de impulsionar a economia nacional para ajudar os cubanos a “defender a revolução”. Em julho, disse ao parlamento que o país precisa “colocar o conteúdo da revolução online”.

Mesmo com as limitações, cerca de 5 milhões de cubanos, metade da população, têm um telefone celular. Um documento do governo de 2015 afirma que a meta do país é conectar metade de suas casas e 60% de seus telefones até 2020.

Pagar pelos pacotes é que são elas. Os executivos da Etecsa, a companhia cubana de telecomunicações, anunciaram na terça-feira uma gama de pacotes mensais de internet, de 600 MB por o equivalente a 7 dólares a 4 GB por 30 dólares. O custo estará fora do alcance de muitos cubanos, já que o salário médio está em torno de 30 dólares por mês, e muitas pessoas dependem de dinheiro enviado por parentes no exterior ou de trabalhos temporários paralelos para sobreviver.