Tecnologia

Bug do Google causa mal estar diplomático

Erro em demarcação de fronteira motiva comandante da Nicarágua a ocupar área da Costa Rica

Vista aérea da fronteira entre Nicaragua e Costa Rica, alvo de erro do Google Maps (Wikimedia Commons)

Vista aérea da fronteira entre Nicaragua e Costa Rica, alvo de erro do Google Maps (Wikimedia Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 8 de novembro de 2010 às 17h15.

São Paulo - Um erro cometido pelo Google no Maps – serviço de localização da empresa – reacendeu a disputa entre Nicarágua e Costa Rica em sua região de fronteira.

De acordo com o serviço da empresa, uma região de cerca de 3 mil metros quadrados pertencente à Costa Rica aparece em posse da Nicarágua.

O equívoco causou gerou um mal estar diplomático. Baseado nas informações, o comandante do exército da Nicarágua, Éden Pastora, ordenou as suas tropas para ocuparem a região demarcada.

O exército da Nicarágua chegou a trocar uma bandeira do país vizinho que estava hasteada em um acampamento próximo à fronteira. Além disso, ocuparam o acampamento e fizeram a limpeza de um rio próximo, jogando os sedimentos em território costarriquenho.

Ao jornal La Nacion, o vice-ministro das relações exteriores da Costa Rica, Carlos Roverssi, disse que há um erro nos registros do Google. "Já enviamos uma nota para a empresa pedindo a correção dos dados." Mapas oficiais de ambos os países confirmar o erro.

A presidente costarriquenha, Laura Chichila, pediu ajuda à OEA (Organização dos Estados Americanos) para neutralizar o conflito. O Google anunciou que está trabalhando para corrigir as informações

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas de internetEmpresas americanasempresas-de-tecnologiaGoogleAmérica LatinaTecnologia da informação

Mais de Tecnologia

Olympikus entra na era dos supertênis com o Corre Pace e mira elite do running

Alta de chips para IA deve derrubar venda globais de celulares em 12,9% em 2026, diz IDC

Shopee é multada em mais de R$ 14 milhões pelo Procon-SP por cláusulas abusivas

eBay passa por restruturação e corta 6% da equipe global