Alguém bate o iPhone?

Os prós e os contras dos principais rivais do iPhone

São Paulo - Quando o iPhone surgiu, em 2007, sua combinação de elegância, praticidade e facilidade de uso o colocaram muito à frente dos concorrentes. Três anos e meio depois, essa superioridade já não é tão nítida. há uma variedade de aparelhos prontos para competir com o smartphone da Apple. O INFOlab colocou no ringue o campeão e cinco desafiantes de peso: Galaxy S, da Samsung; Desite e HD2, da HTC; Defy, da Motorola; e Blackberry Bold 9700, da RIM. Veja qual deles combina com você.

 

O iPhone continua campeão - Qual é o maior destaque do iPhone 4? A resposta não mudou desde o primeiro modelo: é a usabilidade. A interface simples e direta coloca todos os recursos à frente do usuário. A tela de 3,5 polegadas de 960 por 640 pixels, que a Apple chama de Retina Display, é nítida e brilhante.A câmera de 5 megapixels faz boas fotos graças ao recurso de faixa dinâmica ampliada (HDR), que combina diversos cliques numa única imagem. A fi lmagem, em 1 280 por 720 pixels, é outro destaque. Uma segunda câmera é usada para videochamadas. Mas esse recurso, chamado FaceTime, só funciona entre dois iPhones 4. No INFOlab, não tivemos dificuldade para receber e-mail, via webmail ou servidor Microsoft Exchange.  O aparelho exibe documentos anexos do Word, do Excel e do PowerPoint, ainda que sem permitir editá-los. Mas um arquivo PDF conseguiu travá-lo no laboratório. Ágil, o iPhone 4 leva 35 segundos para voltar à ativa após ser desligado, o menor tempo entre os modelos testados. De ruim, há o conhecido problema da antena, que pode ter a recepção prejudicada pela mão do usuário. Mas, nos nossos testes, a ligação não chegou a cair por causa disso.Outra reclamação é que os brasileiros não têm, oficialmente, acesso aos jogos da App Store. Assim, não podem usar o Game Center, a rede social para jogos do smartphone. Além disso, como nas versões anteriores, aplicativos em Flash não rodam no browser. Mesmo com essas falhas, o iPhone 4 tem avaliação técnica 9,1, nota excepcional para os padrões do INFOlab.

 

A TV brilha no Galaxy S - O Galaxy S, da Samsung, supera o iPhone 4 em vários aspectos. Ele traz TV digital embutida e pode transmitir imagens, pela rede sem fio, para um televisor compatível com o padrão DLNA. Também grava programas de TV em formato MP4. O aparelho conta, ainda, com um receptor de rádio FM. A tela Super Amoled de 4 polegadas produz imagens brilhantes, visíveis mesmo sob o sol. Entre os smartphones testados pelo INFOlab, foi o que se saiu melhor nessa situação. A câmera de 5 megapixels faz fotos nítidas e tem recursos como autorretrato, detecção de sorriso e máscara de desenho animado. Pena que não tenha também um flash. O teclado Qwerty virtual tem a função Swype, que agiliza a digitação. Com ela, o usuário percorre as letras sem tirar o dedo da tela, como se desenhasse entre elas. O browser do Galaxy S suporta a versão móvel do Flash, da Adobe, que não roda no iPhone. O smartphone da Samsung também sincroniza bem os e-mails corporativos com o Microsoft Exchange. Merece elogios o aplicativo Think Free, que vem instalado no aparelho e permite abrir documentos do pacote Microsoft Office. Como ponto negativo, o Galaxy S requer a instalação de um software para se comunicar com o computador. Além disso, pelo menos até o fi m de setembro, os brasileiros podiam baixar apenas programas gratuitos no Android Market (veja a matéria 10 Perguntas Sobre o Android na pág. 44). Considerando tudo, o Galaxy S fica com avaliação técnica 9,0, quase empatado com o iPhone.


Desire vai além do Android - A versão mais recente do sistema operacional Android, a 2.2 ou Froyo, é uma das atrações do belo Desire, da HTC. Ela possibilita gravar aplicativos no cartão microSD e traz uma função de busca por voz no Google que, por enquanto, só funciona em inglês. Sobre o Android, a HTC acrescentou sua interface gráfica Sense. Ela permite que o usuário, fazendo um movimento de pinça com os dedos, ative a exibição de sete janelas personalizáveis na tela. É uma maneira prática de chegar aos aplicativos sem ficar rolando a tela. O smartphone tem mais memória que os concorrentes (576 MB) e é ágil na execução das tarefas. Sua tela tem ótima definição e um trackball óptico facilita a navegação nos menus e na web. O Desire brilha na sincronização com e-mail e agenda. O aparelho tem um calendário que mostra os compromissos junto com a previsão do tempo. Se houver um endereço na agenda, um link ativa o Google Maps para mostrar a localização. Nessa versão do Android, é possível ajustar a frequência de sincronizações de dados em cada horário. O Desire exibe documentos anexos às mensagens por meio do aplicativo QuickOffice, mas não permite editá-los. A câmera de 5 megapixels produziu fotos um tanto acinzentadas no INFOlab. Ela pode registrar, de forma automática, no arquivo, o local onde a imagem foi feita. O Desire ainda não está à venda, oficialmente, no Brasil. Mas pode ser encontrado em sites de leilão. No exterior, já foi anunciada uma versão mais nova, chamada Desire HD.

Defy tem sete vidas - O mais leve entre os smartphones testados, com peso de apenas 112 gramas, o Defy, da Motorola, é resistente à água e à poeira. Para verificar isso no INFOlab, mergulhamos o aparelho num recipiente com água. Ele continuou funcionando normalmente. A tela do Defy tem a proteção que a Motorola chama de Gorilla Glass, que aumenta a resistência a quedas e arranhões. Outro destaque é o player de música Connect, que identifica letras de canções e exibe capas de álbuns automaticamente. O Defy roda Android 2.1 e já tem a versão 1.5 do Motoblur, software da Motorola que integra contas de e-mail e redes sociais numa única caixa de entrada. O Defy se sai bem na sincronização de e-mail, tanto com serviços de webmail como com servidores corporativos. O processo é rápido e permite determinar que as mensagens sejam baixadas apenas quando houver conexão Wi-Fi. Isso pode evitar surpresas desagradáveis na conta telefônica. O aparelho exibe documentos do pacote Microsoft Office por meio do aplicativo Documents to Go, mas não permite editá-los. Ele não vem com um programa para a leitura de documentos PDF. O smartphone tem a função Swype, que permite digitar arrastando o dedo sobre o teclado virtual, processo que se torna rápido depois que o usuário se acostuma com ele. Entre os pontos negativos do Defy estão a câmera fraquinha e a tela um tanto escura, que torna difícil discernir algo sob o sol. O aparelho deve chegar ao mercado brasileiro nas próximas semanas.


Telona do HD2 é show - A enorme tela de 4,3 polegadas do HD2, da HTC, chama a atenção logo de cara. Nítida e brilhante, ela é o palco perfeito para a interface HTC Sense, que exibe janelas personalizáveis para acesso rápido aos aplicativos. Na tela inicial, uma fileira de ícones oferece acesso a recursos como e-mail, Twitter e previsão do tempo. O problema é que, por traz da face bonitinha do Sense, esconde-se o antiquado Windows Phone 6.5. Nele, o excesso de menus torna algumas tarefas tortuosas. Em compensação, esse sistema operacional faz com que o HD2 tenha excelente sincronia com servidores Microsoft Exchange. E-mail, compromissos e até a lista de tarefas (que outros smartphones não sincronizam) são atualizados prontamente. O HD2 inclui o Office Mobile, que permite ler e editar documentos. Ele também abre arquivos em PDF e fotos. A câmera do HD2 traz bons resultados em lugares escuros, pois tem um flash com dois LEDs. As fotos podem receber informações de localização automaticamente. O HD2 vem com o Footprints, programa da HTC que identifica os ambientes fotografados e separa as fotos em álbuns. O Windows Media Player não exibe letras de músicas e nem capas de discos. Mas tem uma função, MP3 Trimmer, que transforma um trecho de música em ringtone. O recurso de equalização chamado Audio Booster melhora o som com fone de ouvido. Maior e mais pesado entre os smartphones avaliados (157 gramas), o HD2 é difícil de usar com uma só mão. Ele ainda não chegou oficialmente ao Brasil.

Bold é 100% profissional - Mesmo tendo sido anunciado no mercado internacional no ano passado, o BlackBerry Bold 9700, da RIM, ainda está na briga entre os melhores smartphones quando o perfil do usuário é corporativo. Só o BlackBerry permite personalizações de acordo com as permissões determinadas pela empresa. Ele sincroniza e-mail com serviços de webmail e com o servidor BlackBerry Enterprise Service. A configuração do aparelho para isso, porém, é bastante trabalhosa. A visualização e a edição dos documentos do Office são feitas pelo aplicativo Documents to Go. Entre os aparelhos testados, o Bold foi o que levou menos tempo para exibir um arquivo em PDF. Mas ele exige que o usuário abra um menu para trocar de página. Os menus, por sinal, tornam o uso do aparelho bastante tortuoso. Para ligar o viva-voz é preciso clicar no menu e mover o trackpad óptico para ativar o alto-falante. A tela de 2,4 polegadas tem bom brilho, mas não é sensível ao toque. Perto de outros smartphones, ela parece ainda menor do que é. O trackpad óptico é essencial para navegar entre os aplicativos. O Bold 9700 tem teclado Qwerty físico com teclas altas e digitação fácil. O smartphone apresentou o melhor fôlego entre os modelos testados. Aguentou mais de 11 horas em ligação no INFOlab, com Wi-Fi e Bluetooth ligados, sem recarga da bateria. A câmera de 3,2 megapixels decepciona, sobretudo em vídeo. A navegação na internet também exige ginástica: o trackpad faz as vezes de mouse e é preciso boa pontaria para acertar os links.

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