Registros no PIX já superam 10 milhões, diz Banco Central

Sistema financeiro instantâneo permite que pessoas façam transferências bancárias 24 horas por dia nos 365 dias do ano

O PIX, sistema instantâneo de pagamentos no Brasil, superou 10 milhões de chaves registradas logo, informou o Banco Central nesta terça-feira.

Segundo postagem do BC em sua conta no Twitter nesta terça-feira, já foram 10.148.629 registros no sistema aberto na véspera.

Um dos principais projetos do BC para incentivar maior competição entre as instituições financeiras, o PIX permite que pessoas façam transferências bancárias 24 horas por dia nos 365 dias do ano.

O cadastro de chaves no PIX requer informações como número de telefone celular, CPF, CNPJ ou e-mail. O início operacional pleno do PIX está previsto para 16 de novembro.

Pelo menos 644 instituições já estão prontas para iniciar de forma segura o cadastro das chaves do PIX. Das 35 instituições que se enquadram no critério de obrigatoriedade para participação no sistema de pagamento instantâneos desenvolvido pelo BC, 25 estão nessa lista.

O Banco Central (BC) está atualizando diariamente a lista de instituições que estão aptas a entrar em produção no Pix e a participar da etapa antecipada do cadastro das chaves, que começou nesta segunda-feira, 5.

Sobre o PIX

Desenvolvido pelo Banco Central, o PIX vai funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana. As transações realizadas pela ferramenta serão instantâneas, com menor custo e alta segurança. O novo sistema é uma alternativa aos modelos de pagamento já existentes, como TED/DOC, que possuem um custo em torno ou acima de 10 reais por operação. O PIX será gratuito para pessoa física.

A data de lançamento oficial do PIX está prevista para 16 de novembro de 2020, de acordo com o calendário:

  • 05 de outubro: início do processo de registro das chaves do PIX;
  • 03 de novembro: início da operação restrita do PIX;
  • 16 de novembro: lançamento do PIX para toda a população.

Quais são as vantagens do Pix?

As transferências e os pagamentos são praticamente instantâneos. As instituições financeiras têm cumprido várias etapas de desenvolvimento, segurança e testes, exigidas pelo Banco Central, para que as operações aconteçam em até 10 segundos. Ao contrário de um DOC ou TED, por exemplo, que têm de ser feitos no horário comercial e nos dias úteis, o Pix pode ser realizado em qualquer dia ou horário. Não é preciso esperar por compensações que podem levar até dias. Além disso, o cliente deixa de pagar aos bancos taxas que podem chegar a R$ 20 por operação.

Não existe chance de fraude no pagamento? E se roubarem o celular?

Assim como é preciso usar senha para acessar a conta de um banco ou fintech, da mesma forma será para pagar com o Pix, que entrará como mais uma das opções no menu do aplicativo. Quanto maior o número de filtros de segurança, melhor – como senha de acesso para desbloquear a tela inicial do smartphone e ao app do banco, leitor digital, facial ou outro recurso de segurança da instituição financeira. Além disso, o usuário poderá pagar por meio da leitura do QR Code.

Qual é a diferença do Pix para o que algumas instituições financeiras já oferecem em termos de pagamento instantâneo?

Até agora, cada banco ou fintech tinha a sua plataforma de transferência. Agora, todas as operações, de diferentes bancos, passarão a ser integradas com o Pix graças à plataforma do Banco Central.

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