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Ranking: As melhores cidades para fazer negócios de 2022

Após dois anos de pandemia, a economia voltou a operar perto do máximo. As cidades campeãs do ranking souberam aproveitar o momento para gerar riqueza e empregos

Luciano Pádua, editor da EXAME, com o governador Mauro Mendes, do Mato Grosso, Tarcísio de Freitas, governador eleito de São Paulo, Renato Casagrande, governador do Espírito Santo, e Carlos Massa Ratinho Júnior, do Paraná: debate sobre prioridades de infraestrutura dos estados (Eduardo Frazão e Levi Pinheiro/Exame)

Luciano Pádua, editor da EXAME, com o governador Mauro Mendes, do Mato Grosso, Tarcísio de Freitas, governador eleito de São Paulo, Renato Casagrande, governador do Espírito Santo, e Carlos Massa Ratinho Júnior, do Paraná: debate sobre prioridades de infraestrutura dos estados (Eduardo Frazão e Levi Pinheiro/Exame)

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Gilson Garrett Jr

16 de dezembro de 2022, 13h14

De março de 2020 ao final de 2021, a pandemia de ­covid-19 parou o mundo e mudou as relações pessoais e de negócios com marcas indeléveis na sociedade. A ciência e o esforço mundial pelo desenvolvimento de uma vacina em tempo recorde evitaram ainda mais perdas — de vidas e econômicas. Se não se pode dizer que voltamos ao que éramos antes, pelo menos hoje vivemos um novo normal.

Após dois anos, a capacidade ociosa da economia desabou ao mínimo, o que indica que os setores voltaram a operar em capacidade máxima. No acumulado do ano até outubro, a atividade econômica registrou alta de 5%, segundo dados do Banco Central. A taxa de desemprego está em queda, na casa dos 8,3%, com 9 milhões de pessoas desocupadas. É o menor nível desde julho de 2015. O PIB registra alta de 3,6% nos últimos 12 meses, e a inflação deve terminar o ano em 5,92%.

É neste contexto que a EXAME apresenta, com exclusividade, o ranking das Melhores Cidades para Fazer Negócios de 2022. A lista é elaborada pela consultoria ­Urban Systems, que avalia aproximadamente 60 quesitos e indicadores, com análises referentes à infraestrutura de saneamento, transportes, mobilidade urbana, logística e telecomunicações. A fotografia utiliza dados até outubro deste ano. Nesta nona edição, foram analisados municípios com mais de 100.000 habitantes, e em seis eixos econômicos: comércio, serviço, indústria, mercado imobiliário, educação e agronegócio.

Nas últimas duas edições do ranking, a pandemia de covid-19 foi um dos indicadores analisados. Em 2022 — ainda bem —, o contexto é outro. Willian Rigon, diretor de marketing da Urban Systems, explica que a economia está totalmente reaberta em todos os setores analisados. “Nesta edição tiramos esse olhar da pandemia porque as cidades estão reabertas. Mesmo com um aumento recente de casos, o poder público, as pessoas e o setor privado conseguiram lidar com a situação para que não saísse do controle”, diz.

A cidade de São Paulo, por exemplo, determinou a volta do uso obrigatório de máscara em transportes públicos no fim de novembro para conter o avanço no número de internações pela covid-19. Essa e outras ações de controle rápido do coronavírus — associadas à alta taxa de vacinação entre a população — possibilitaram a manutenção das atividades e levaram a capital paulista ao primeiro lugar do ranking em duas categorias: comércio e mercado imobiliário. A cidade, entre as maiores do mundo, é uma das que mais têm vacinas aplicadas no país, com 85% da população imunizada com pelo menos três doses.

Com vacina no braço, muitos postos de trabalho fechados durante a pandemia voltaram a ser ocupados. Além disso, em diversos setores houve espaço para crescimento no ritmo de contratações. Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, é um exemplo disso. A cidade é a melhor para fazer negócios na área industrial e registrou um crescimento neste ano de pouco mais de 20% na criação de empregos no setor, quando comparado com o ano passado. Barueri, na Grande São Paulo, manteve a primeira colocação como a melhor cidade para fazer negócios no eixo econômico de serviços, puxada pelas novas vagas de trabalho. O setor de serviços representa quase metade do saldo de novas contratações.

Para garantir bons empregos, a cidade de Florianópolis apostou em capacitação desde o início do processo educacional. O município, em primeiro lugar no eixo de educação, implantou em todas as escolas uma aula de linguagem digital, permitindo que desde o ensino fundamental as crianças já tenham contato com a linguagem de codificação.

E não foram só vagas de emprego que impulsionaram as primeiras colocações no ranking. A criação de um terminal logístico no ano passado, em Rio Verde, Goiás, foi fundamental para que diversas empresas reduzissem custos de operação de frete e ligassem de forma mais rápida campo e consumidor. Subindo 35 posições, a cidade é a melhor para investimentos no agronegócio, setor estratégico para o crescimento do Brasil.

O ranking mostra as melhores oportunidades para fazer negócios no Brasil, mas ainda há desafios. A partir de 1o de janeiro um novo governo tomará posse, o que mudará o sentido de políticas públicas importantes. A nova gestão precisará encontrar espaço para investimentos em um orçamento apertado. Em fevereiro, um novo Congresso iniciará a legislatura com o desafio de criar e alterar leis que fomentem o empreendedorismo. Nas próximas páginas, as cidades que se destacaram nas seis categorias.


Indústria

Setor metalmecânico impulsiona a economia de Caxias do Sul, a melhor cidade para fazer negócios na indústria

Mais de 40% dos empregos da cidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, são ligados à indústria, que tem como base a metalmecânica. O município é sede de algumas das maiores empresas do setor no país, como a fabricante de ônibus Marcopolo. A companhia registrou receita operacional líquida de 1,5 bilhão de reais no terceiro trimestre deste ano — o dobro na comparação com o mesmo período de 2021.

Ricardo Portolan, diretor da empresa, lembra que os últimos dois anos foram muito difíceis para o setor de transportes com a queda no número de passageiros. Mas o cenário mudou completamente neste ano. “É um ano de retomada. A empresa já voltou a crescer, a gerar empregos, com 2.000 contratações, sendo 84% desse total para a produção”, diz. Não é somente a produção fabril que a Marcopolo centraliza na cidade de Caxias do Sul. Toda a criação, o desenvolvimento e a engenharia também têm sede na cidade, gerando empregos de alta especialização. Além disso, a empresa ajuda a fomentar o crescimento da região. “A nossa cadeia de fornecedores vem de outras empresas próximas a Caxias do Sul”, explica Portolan. A Marcopolo teve um aumento de 96% de unidades enviadas ao exterior na comparação dos dados do terceiro trimestre deste ano com os do ano passado. Nos nove primeiros meses do ano, a receita de exportações da empresa foi de 733,1 milhões de reais.

Primeiro colocado no ranking Melhores Cidades para Fazer Negócios no setor de indústria, o município gaúcho conta com diferenciais competitivos, como proximidade de portos, aeroportos e toda uma rede de rodovias federais. Willian Rigon, diretor de marketing da Urban Systems, explica que essa localização aumenta a competitividade, principalmente para as exportações.

Em 2022, Caxias do Sul gerou 7.281 empregos, e os postos de trabalho na indústria da transformação com alta e média remuneração cresceram de 11,45% para 12,83%. A indústria representa 30% da arrecadação do município. Serviços e comércio, juntos, somam cerca de 25% de impostos revertidos ao município, sendo que esses dois setores crescem sob a luz da indústria, com o alto poder de compra dos trabalhadores.

Na avaliação do prefeito Adiló Didomenico (PSDB), esses números foram possíveis graças a incentivos municipais. “Sempre quis destravar a vida de quem quer investir em Caxias do Sul. Uma das primeiras medidas que fizemos, em parceria com a Câmara de Vereadores, foi pegar 59 legislações tributárias municipais que existiam há décadas e consolidar em uma única lei, simples, clara, com segurança jurídica. Reduzimos também o ISSQN [imposto sobre serviços] de 4% para 2%, o mínimo constitucional”, diz.

(Arte/Exame)


Agronegócio

Melhor cidade para fazer negócios no agro, Rio Verde ganhou terminal logístico multimodal que fortaleceu o crescimento do município

Em 2021, a Rumo inaugurou um terminal multimodal ferroviário na cidade de Rio Verde, em Goiás,­ para a operação de grãos e de farelo de soja, facilitando a conexão com a Ferrovia Norte-Sul e, por consequência, o acesso ao Porto de Santos. O novo modal logístico levou ao escoamento mais rápido da produção e garantiu que a cidade, sozinha, tivesse uma fatia de 30% do total de exportações do estado de Goiás em 2022.

Números estimados pela prefeitura mostram que cerca de 25% de todo o crescimento econômico da cidade tem ligação com o terminal. Em agosto, foi inaugurado mais um braço do terminal, focado em estocagem de fertilizantes, que já está em expansão. Nos próximos meses, um hub de combustíveis também será inaugurado. Esse avanço logístico ajudou a tornar Rio Verde a melhor cidade para fazer negócios no setor do agronegócio.

O secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Turismo do município, Denimarcio Borges, explica que para criar o complexo logístico a prefeitura desapropriou um espaço próximo ao ramal ferroviário onde havia o cultivo de soja. Com toda a estrutura do terminal de pé, o município pretende para o próximo ano atrair diversas empresas em um distrito industrial construído a poucos quilômetros e ajudar a fomentar a economia local.

Uma empresa que se beneficiou muito do terminal logístico foi o Grupo Cereal. A companhia não revela valores de faturamento, mas a recepção de grãos dentro da fábrica para o processamento cresceu 30% neste ano. Para o próximo, o grupo prevê ampliar em 100.000 toneladas a capacidade de armazenamento de soja. “O porto seco que desce para Santos fica somente a 15 quilômetros de nossa unidade e enviamos farelo por meio desse terminal. Com a ferrovia, o valor do frete fica menor”, explica Evaristo Lira Barauna, fundador do grupo.

Uma das maiores cooperativas do país, a Comigo, que fica na cidade de Rio Verde, deve ver a receita crescer de 10 bilhões para 15 bilhões de reais em 2022, por causa do terminal multimodal ferroviário. “Aumentou muito a capacidade da recepção de grãos e da venda de insumos. Mandamos e trazemos tudo via Santos e tiramos muitos caminhões das estradas para usar a ferrovia. Neste ano já exportamos 50.000 toneladas de farelo de soja”, diz Antonio Chavaglia, presidente da cooperativa.

Willian Rigon, diretor de marketing da Urban Systems, avalia ainda que o crescimento do agronegócio na cidade de Rio Verde fomentou também a economia local. “Quando aumenta o nível de trabalhadores que necessitam de uma mão de obra mais qualificada, há um desenvolvimento de boas escolas, shoppings, comércio. Tudo isso permite que as pessoas migrem para a cidade”, afirma.

O prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale (União Brasil), destaca que o orçamento do município é atrelado diretamente ao agro, com 30% da arrecadação de impostos vindo do setor. Outros 30% vêm do comércio; e 15%, de serviços. “É preciso observar que o comércio e o setor de serviços só crescem porque os trabalhadores do agronegócio têm um alto poder de compra. Ou seja, tudo gira em torno do setor”, diz.

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Comércio

Com burocracia amigável e grande demanda de consumo, São Paulo se destaca como polo de oportunidades para comerciantes

Com um saldo de 17.000 empregos no ano de 2022 na área do comércio, a cidade de São Paulo pode dizer que, nesse quesito, a pandemia de covid-19 passou. O setor foi um dos mais afetados pela crise sanitária mundial e conseguiu retomar a atividade neste ano. Diante desse cenário, a capital paulista é a melhor cidade para fazer negócios no comércio, segundo o ranking.

Fábio Pina, assessor econômico da ­Fecomercio-SP, destaca que a cidade tem facilidade em abrir novas oportunidades de comércio, do ponto de vista da burocracia. Além disso, um ponto fundamental, na visão dele, que faz com que a capital paulista seja um porto seguro para quem abre algum empreendimento comercial, é o mercado consumidor. “São Caetano do Sul, que está colada a São Paulo, tem uma população com renda média maior do que a da capital. Mas, quando se comparam as populações, a diferença é de 100 vezes. Ou seja, a possibilidade de alguém passar em frente à sua loja é muito maior”, afirma.

Na avaliação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o poder público municipal ajudou o setor a sair da crise com o chamado Plano Municipal de Retomada Econômica. “Nós conseguimos mobilizar todos os agentes que empregam na cidade para fazer uma série de ações para deixar o ambiente positivo, e isso mexeu decisivamente nos números. Também realizamos outras ações, como o não aumento da tarifa da passagem de ônibus, a desburocratização, além da segurança jurídica, que é um ponto importante para o empreendedor”, diz.

Com mais cidadãos empregados, o consumo das famílias foi retomado, como explica Willian Rigon, diretor de marketing da Urban Systems. “No pós-pandemia as pessoas migraram para um consumo diferente, voltado para uma tendência de compra que chamamos de ‘sem bandeira’. É aquela que valoriza o produto local, fomentando ainda mais a região e o comércio”, diz.

A pandemia turbinou as compras pela internet. Apesar disso, Fábio Pina avalia que, como as cidades passaram muito tempo com restrições de circulação, os centros comerciais trazem algo para os consumidores que o virtual não substitui: o lazer de sair de casa e ir ao shopping, por exemplo. Com isso, as projeções feitas pela ­Fecomercio apontam um aumento real no faturamento do setor em torno de 8% no ano de 2022 apenas na cidade de São Paulo.

Na visão do especialista, o grande gargalo que ainda afeta o setor comercial na maior metrópole do país é o transporte. Com opções mais rápidas e soluções mais inteligentes de deslocamento, o consumidor se sentiria ainda mais estimulado a circular pelas ruas e lojas da cidade. Neste momento, a prefeitura realiza um estudo para oferecer transporte gratuito para toda a população. “A ideia ainda está muito embrionária e, se avançar, vamos precisar conversar com o governo do estado para avaliar como fica o metrô e a CPTM”, explica Nunes.

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Imobiliário

A capital paulista, que concentra 30% do mercado imobiliário nacional, manteve a primeira posição nesta edição do ranking das Melhores Cidades para Fazer Negócios

O ano de 2022 foi histórico para o mercado imobiliário da cidade de São Paulo, com a inauguração do prédio mais alto da maior metrópole do país, o Platina 220, com 172 metros de altura, localizado no Tatuapé, zona leste. O edifício desbancou o até então inabalado Mirante do Vale, que tem 170 metros e fica no centro. O empreendimento é um símbolo que reflete a posição da capital paulista, eleita a melhor cidade para fazer negócios no mercado imobiliário.

O arranha-céu, construído pela incorporadora Porte Engenharia, foi erguido em uma das regiões com maior demanda por habitação da cidade de São Paulo. Igor Melro, diretor comercial da empresa, explica que a estratégia adotada foi justamente atender uma demanda reprimida na zona leste da capital paulista, onde moram 4,5 milhões de pessoas.

Willian Rigon, diretor de marketing da Urban Systems, avalia que a cidade de São Paulo tem um déficit habitacional grande, o que justifica a alta demanda do setor para negócios. Dados mostram que 30% de todo o mercado imobiliário do país se concentra na capital paulista.

Mesmo os edifícios corporativos, que ficaram esvaziados durante a pandemia de covid-19, recuperaram a ocupação e a demanda está em crescimento. “Podemos dizer que de 80% a 90% da demanda já está estabilizada, com alguns preços subindo. Espaços como Faria Lima, Itaim Bibi e Vila Olímpia estão com uma ocupação superior ao período anterior à pandemia de covid-19”, detalha Ely Wertheim, presidente executivo do Secovi-SP.

O Platina 220 foi erguido e pensado em um conceito para uma nova cidade, que mistura partes residenciais e salas comerciais, além de lajes corporativas. Os números são imensos, assim como o projeto. Só de elevadores são 20. Para atingir o potencial construtivo, foram utilizados os benefícios previstos pelo Novo Plano Diretor da cidade de 2014, como uso misto, fachadas ativas, fruição com a rua, entre outros.

O Plano Diretor tinha uma revisão prevista para este ano, mas a prefeitura pediu um adiamento para enviar as propostas somente em março do ano que vem. O documento é um guia para onde e como a cidade vai crescer.

“Esse é um debate que a gente precisa fazer com a sociedade. Como atrasaram muito o projeto, por causa de decisões judiciais que já foram resolvidas, não conseguimos concluir todo o ciclo de audiências públicas necessárias para poder enviar para a Câmara algo robusto. É muito ruim algumas interferências do Ministério Público que acabam demorando e fazendo com que ações importantes do poder público sejam postergadas”, disse o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

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Educação

Com alta demanda por empregos qualificados, Florianópolis se destaca na criação de novos negócios na área educacional

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que mais da metade dos empregos existentes na cidade de Florianópolis, a capital de Santa Catarina, são qualificados, ou seja, necessitam de algum conhecimento mais aprofundado para serem desempenhados. E esse aprendizado vem da educação, que ajuda a fornecer mão de obra qualificada.

A capital catarinense é a melhor cidade para investir em educação e tem uma taxa alta de postos de trabalho qualificados que demandam aprendizagem formal. Willian Rigon, diretor de marketing da Urban Systems, destaca que o setor de tecnologia na cidade cresceu significativamente nos últimos anos e fomenta também uma oportunidade de negócios para quem quer empreender no ramo educacional, sobretudo na educação infantil. Os dados analisados pela Urban Systems mostram um crescimento de 2,06% no número de matrículas na educação básica em 2022. Houve ainda um aumento de 19% no número de alunos por escola.

“A educação é capital humano. E a capital de Santa Catarina tem a qualidade, a capacidade de empreender e gerar novos negócios no setor de ensino. Além disso, há investimento público já pensando no futuro, em que as empresas vão precisar de mão de obra nas áreas de telecomunicação e de informática”, diz.

Pensando justamente nesse futuro, a prefeitura implementou em todas as 38 unidades educacionais de ensino fundamental aulas em quatro idiomas. “Nas escolas são ensinados português, inglês, libras e letramento digital. A partir dos primeiros anos a criança já começa a ter contato com ferramentas de decodificação, para que ela possa fazer seus primeiros aplicativos”, explica o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD).

E, como educação básica e fundamental são uma gestão e um investimento compartilhado com o estado, o governo estadual também está alinhado com a prefeitura na busca por tornar Florianópolis referência na capacitação de mão de obra especializada e qualificada em tecnologia. As escolas estaduais que ficam na cidade foram equipadas nos últimos anos com uma estrutura que garante a continuidade dessa linguagem digital que o município proporciona desde os primeiros anos letivos. A rede estadual na cidade tem 35 unidades escolares e atende mais de 500.000 estudantes.

“Entregamos mais de 300 novas salas de tecnologia, com pelo menos 25 computadores cada uma. Todas as escolas da rede receberam lousas digitais, e até o final do ano vamos entregar 295 em toda a rede, incluindo Florianópolis, e laboratórios de linguagem tecnológica para que o aluno possa experimentar caminhos profissionais que antes não eram apresentados. Esse trabalho é feito tanto no pós-educação básica quanto no novo ensino médio”, explica Vitor Balthazar, secretário estadual da Educação de Santa Catarina.

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Serviços

Com localização estratégica, alta empregabilidade e infraestrutura de ponta, Barueri lidera novamente o eixo de serviços do ranking

Com um saldo de 7.721 novos empregos em 2022, cercada de acessos às principais rodovias do país, sede de grandes empresas varejistas e de centros de distribuição das maiores empresas do país, a cidade de Barueri, no estado de São Paulo, é a melhor cidade para fazer negócios no setor de serviços.

É o segundo ano consecutivo que a cidade fica em primeiro lugar no eixo econômico de serviços. Segundo Willian Rigon, diretor de marketing da Urban Systems, as análises feitas mostram que a cidade tem uma das mais altas taxas de empregabilidade em relação à população do país. Quase metade dos novos empregos criados na cidade foi somente do setor de serviços.

Outro dado que ajudou a colocar a cidade em primeiro lugar foi a velocidade de conexão, de 485 megabits por segundo. Na cidade de São Paulo esse número é de 227 megabits por segundo. Nos dados analisados pela Urban Systems, o setor de serviços em Barueri registra um crescimento de 2% neste ano. Também cresceu a parcela de postos de trabalho no setor de serviços em relação aos serviços de administração pública. Em 2021 era de 13,56%, e neste ano subiu para 15,39%. “Essa concentração e o adensamento de empregos e de empresas geram oportunidade­s de serviços complementares. No setor de publicidade e propaganda, por exemplo, as empresas prestam serviços para o Brasil todo”, explica.

Com bons empregos, a qualidade de vida também aumenta. “Isso fortalece a economia e, obviamente, reflete no crescimento do município. O destaque de Barueri está completamente atrelado a essa visão de futuro. É natural que cada vez mais empresas queiram estar em uma cidade com boa infraestrutura em saúde, educação, segurança”, diz o prefeito Rubens Furlan (PSDB). E, como serviços e comércio estão ligados, a cidade de Barueri aparece no ranking como a segunda melhor para investimentos no setor de comércio, mesma posição que ocupou no ano passado. Um dos números que puxaram essa manutenção foi o crescimento da renda nominal do trabalhador no comércio atacadista, que subiu 6,06%.

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Foco na infraestrutura

No próximo ano está prevista uma série de leilões, obras e concessões em infraestrutura com o objetivo de resolver gargalos do país. Para debater o tema, fomentar parcerias e compartilhar as melhores soluções e práticas para a inovação das cidades, a EXAME realizou, em parceria com Hiria, B3 e diversas organizações, o III Fórum Infraestrutura, Cidades e Investimentos, no começo de dezembro. Um dos painéis mais concorridos foi o que reuniu os governadores reeleitos do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD), do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e o governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que apresentaram os principais projetos de seus estados. Durante o evento, houve até anúncio, em primeira mão, da criação de uma secretaria no governo paulista focada em atrair investimentos privados. A pasta será tocada por Rafael Benini.

(Patrocinadores/Exame)

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