Tatiana Aguiar, dona do E-Lab: os cursos foram reestruturados após a ajuda de Flávio Augusto para definir o público-alvo (Leandro Fonseca /Exame)
Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 06h00.
A escola de DJs E-Lab já renasceu uma vez. Há dez anos, a paulistana Tatiana Aguiar comprou o espaço em crise, reestruturou processos, mudou a marca e devolveu vida ao negócio que hoje atende alunos na Rua Augusta, no centro de São Paulo. Ao longo dos anos, a E-Lab virou referência de formação em discotecagem e produção musical, mas o crescimento parou: a equipe seguiu enxuta, a inadimplência ronda entre 30% e 40%, e o posicionamento digital, nas palavras da própria fundadora, “não acompanha o potencial da empresa”.
Um novo começo se tornou necessário, e foi nesse cenário que a escola entrou no Choque de Gestão. Coube a Flávio Augusto, fundador da Wiser Educação, ajudar nesse caminho. Para começar, ele precisou fazer a empreendedora perceber que a alta inadimplência não poderia continuar: “Afinal, você tem um negócio, um hobby ou uma caridade?”, perguntou.
Quer receber mentoria de grandes CEOs? Inscreva sua empresa no Choque de GestãoDepois, redesenhou o modelo de negócios. Flávio sugeriu que a escola deixasse de tentar “falar com todo mundo” e concentrasse energia em um público de maior renda. Na prática, isso significava reajustar preços, propor cursos mais curtos e intensivos, e encarar a inadimplência: cortar o boleto, priorizar Pix, cartão e até cheque para reduzir calotes e trazer previsibilidade de caixa.
Meses depois da gravação, a rotina da escola começou a mudar. Tatiana trabalha na criação de uma “Imersão E-Lab”, nos moldes da proposta sugerida por Flávio. A ideia é usar esse projeto para validar o novo modelo de negócios — com tíquete mais alto, entrega concentrada no tempo e foco em escala. A imersão está em fase de teste, mas já funciona como vitrine do novo posicionamento: uma escola com um CNPJ mais saudável, que combina conteúdo técnico e um recorte mais claro de público, em vez de tentar abraçar a cena inteira de uma vez.
o empresário Flávio Augusto, fundador da WiseUp, visita uma escola de DJs que tem clientes e demanda, mas enfrenta dificuldades para crescer e estruturar o negócio. (Leandro Fonseca /Exame)
DICA DO FLÁVIO AUGUSTO → Lucro é a maior função social de uma empresa. Se você quiser ajudar mais pessoas, primeiro precisa se ajudar. Escalar exige responsabilidade financeira. Garanta caixa e tenha em mente o público para quem você quer vender. A partir daí, entenda a quantidade de produtos, tempo de duração e preço do serviço.