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Copagaz tem várias iniciativas sob uma mesma lógica

A Copagaz, distribuidora de gás GLP, aposta na força das mulheres e poupa 367 000 km de viagens de sua frota para a entrega dos produtos

Botijão de gás: Copagaz poupa viagens para entregar produtos (Copagaz/Divulgação)

Botijão de gás: Copagaz poupa viagens para entregar produtos (Copagaz/Divulgação)

Diogo Max

Diogo Max

Publicado em 16 de novembro de 2017 às 11h15.

Última atualização em 27 de março de 2018 às 10h59.

As unidades de engarrafamento de gás de cozinha, o GLP, são espaços tradicionalmente arredios à presença feminina. Em parte, reza a lenda, isso acontece por causa do esforço físico extenuante nesses locais para o manuseio de botijões que, cheios, pesam até 31 quilos. A distribuidora Copagaz, no entanto, está derrubando esse mito. É uma das poucas empresas do ramo que têm uma base de engarrafamento de gás comandada por uma mulher, como é o caso da unidade em Paulínia, no interior paulista. Além disso, um levantamento feito no ano passado mostrou que 15% das revendas da companhia estão sob direção feminina — em Goiânia e Campo Grande, esses índices chegam, respectivamente, a 28% e 25%.


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A empresa também apresenta avanços no controle da emissão de gases que causam o efeito estufa. Entre 2012 e 2016, o indicador de intensidade carbônica, que relaciona as emissões de gases com o volume de GLP engarrafado, diminuiu 5%, embora a produção tenha aumentado 11% no período. A queda, segundo a companhia, é consequência tanto do monitoramento sistemático de fontes emissoras como do aprimoramento de frotas e rotas. E esse não é um aspecto banal da operação da Copagaz. Ela entrega seus produtos a clientes residenciais, comerciais e industriais em 18 estados e no Distrito Federal.  Com uma boa gestão dessa atividade, 367 000 quilômetros (suficientes para dar quase dez voltas em torno da Terra) deixaram de ser rodados de forma desnecessária no ano passado, uma economia de 132 000 litros de diesel.

A Copagaz atribui os resultados obtidos nessas iniciativas à atuação de seu comitê de sustentabilidade. Criado em 2006, ele está diretamente ligado à presidência e tem grande capilaridade na empresa. Conta com representantes de 12 departamentos, em uma lista que abrange desde a engenharia até a tecnologia da informação, passando pelo marketing. Desde 2010, o órgão acompanha indicadores como o consumo de água e energia por meio de uma ferramenta na internet. O recurso permite também uma avaliação pontual de itens como emissão de carbono, realização de treinamentos e ocorrência de acidentes de trabalho. “Também temos a tarefa de analisar e abordar assuntos que representem riscos ou tenham impacto direto nos resultados de longo prazo do negócio”, diz Elizete Tavares Paes, presidente do comitê. Como se vê, nesse caso, centralização não é um problema — tem sido decisiva para consolidar as diversas iniciativas de sustentabilidade da Copagaz sob a mesma visão estratégica.

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