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Paul McCartney: ver um 'Beatle' no palco ainda é incrível, mesmo após 53 anos do fim da banda

A lenda do rock lotou o estádio do Allianz-Parque com 144 mil pessoas no três dias em que se apresentou em São Paulo

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O astro segue agora para Curitiba, onde se apresentará no dia 13 de dezembro (Marcos Hermes/ Turnê 'Got Back'/Divulgação)

O astro segue agora para Curitiba, onde se apresentará no dia 13 de dezembro (Marcos Hermes/ Turnê 'Got Back'/Divulgação)

Quando o assunto é música, é preciso entender que existem artistas que marcaram gerações por isso, se tornam clássicos —, sendo então necessário tê-los ouvido pelo menos uma vez. E existem aqueles que, acima disso, criaram a História. Os Beatles são um bom exemplo.

Depois de esgotar todos os ingressos para seus shows em São Paulo, neste domingo, 10, o eterno Beatle Paul McCartney  encerrou sua última apresentação na capital paulista com a turnê "Got Back". O astro se apresentou nos dias 7, 9 e 10 de dezembro no estádio Allianz-Parque. E eu estive lá, no último sábado, 9, vendo o lendário cantor de 81 anos ao vivo pela primeira vez.

Experiência catártica e coletiva

Carismático como ele só, a apresentação de Paul ficou marcada por muitas músicas — foram 33 no total — e pelas pausas com direito a mini dancinhas e frases em português pronunciadas pelo cantor, tanto para introdução das canções quanto para pequenas brincadeiras. "O pai tá on", disse ele em determinado momento, segundos depois de levantar do banco do piano e agradecer o público. "Vocês são da hora", brincou em outra oportunidade.

E não é à toa que ver Paul no palco é tão especial: além de cantar todas as músicas e dedicar pelo menos duas delas a John Lennon e George Harrison, o astro do rock trocou de instrumento pelo menos seis vezes. Foi do baixo à guitarra, piano, ukulelê e viola. Sempre acompanhado pela banda, um fantástico conjunto de artistas, o eterno Beatle fez quase 3h de show e não parou nenhum único momento da apresentação nem para tomar uma água. Eu, com 25 anos, parecia mais cansada que ele, que no auge dos 81.

O estádio estava lotado, mas com uma peculiaridade interessante: o público foi um dos mais diversos que eu já vi na vida. Ter um integrante dos Beatles se apresentando em São Paulo, alguém que reinventou o gênero do rock e superou a meta dos U$ 1 bilhão em discos vendidos, é uma experiência que pode (e deve) ser compartilhada por diferentes gerações — o que estava refletido na plateia.

De senhoras idosas com seus mais de 75 anos a jovens de 20 anos e até mesmo crianças, todas as 48 mil pessoas presentes tiveram uma reação parecida quando Paul entrou no palco: um misto de emoção com reconhecimento. Homens de 60 anos, com aquela estética mais fechada, choraram quando ele apareceu e começou os primeiros versos de "Hard Days Night", assim como as crianças, com menos de 12 anos, dançavam com seus pais. Como eu, muitos outros tinham no olhar aquela mesma sensação de não acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo. 

Do CD para o palco

Ouço as músicas dos Beatles desde criança, que vinham do CD de dois lados, com a capa das maçãs, que meu pai guarda (ainda) na estante — que agora já tem bem mais livros do que CDs. Lembro bem a primeira vez em que ouvi as músicas do Paul também, com a marcante "Live and Let Die", que sempre me impressiona com a orquestra. Nenhuma dessas memórias se equipara a que ficou comigo depois do show.

É difícil por em palavras a emoção que foi vê-lo ao vivo no palco. A potência das músicas continua ali, entrelaçada pela energia contagiante dele e por músicas atemporais, como "Love me Do", "Get Back", "Live and Let Die", "Come on to Me" e a tão esperada "Hey Jude", que teve um coro de milhares de apaixonados da plateia.

As últimas músicas do show foram as mais animadas. "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" fez o público se recuperar do baque de "Hey Jude" e tirou até os mais idosos do chão: mesmo quem estava nas cadeiras levantou para dançar. Com "The End", Paul abençoou São Paulo e prometeu voltar em breve.

Agora, o astro segue para Curitiba, onde se apresentará no dia 13 de dezembro, e encerra sua passagem pelo Brasil no dia 16, no Rio de Janeiro. Na terra da garoa, ele deixa um show célebre que, após 60 anos do auge dos Beatles, não deixa dúvidas: ver uma lenda do rock ao vivo é mesmo catártico.

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