Boca Rosa revela que próximo lançamento da marca será assinado por Pink, seu avatar no metaverso

Em entrevista exclusiva à EXAME, Bianca Andrade falou sobre o processo de criação de seu avatar e compartilhou sua visão sobre o uso da tecnologia como uma ferramenta estratégica de negócios; confira
 (Boca Rosa Company/Divulgação)
(Boca Rosa Company/Divulgação)
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Isabel Rocha

Publicado em 16/08/2022 às 08:30.

Última atualização em 16/08/2022 às 17:39.

“Gosto de provocar, fazer a diferença e quebrar tabus. Liberdade é meu maior valor e a ousadia faz parte do meu DNA. Às vezes, não sou compreendida e talvez isso aconteça por eu ser uma mulher à frente do meu tempo, mas esse é o começo de uma nova era”.

Foi assim, questionando o status quo e com personalidade de sobra, que a Pink, avatar da empresária e influenciadora digital Bianca Andrade, se apresentou aos mais de 50 mil seguidores que já acumulava no Instagram antes mesmo de ganhar vida, no último dia 25. Hoje, pouco depois de completar três semanas de existência, a influenciadora virtual criada para atuar no metaverso já beira os 100 mil seguidores.

Resultado de uma parceria da Boca Rosa Company com a empresa Biobots (que também foi responsável pelo desenvolvimento de Satiko, avatar de Sabrina Sato), o lançamento da Pink acontece em um momento em que discussões a respeito do potencial transformador do metaverso avançam e impulsionam iniciativas digitais ao redor do mundo. Dentre elas, estão os avatares (termo utilizado para designar representações virtuais de marcas e/ou pessoas dentro de um ambiente imersivo), cada vez mais presentes na estratégia de marcas, celebridades e influenciadores digitais.

Shudu, Lu e Pink (Instagram/Reprodução)

Alguns exemplos são a Shudu, considerada a primeira supermodelo digital do mundo (que já estampou as páginas de renomadas revistas de moda, como Elle e Vougue); a Lu, avatar do Magazine Luiza que, desde 2003, representa o e-commerce da marca em campanhas publicitárias e recentemente foi eleita a influenciadora virtual mais seguida do mundo pelo site Virtual Humans; e a própria Pink – que antes mesmo de completar um mês de “vida”, já marcou presença no MTV MIAW 2022, maior premiação de música e influência da MTV, e foi anunciada como diretora de marketing e criatividade da Boca Rosa Company, holding da Boca Rosa Beauty e Boca Rosa Hair. Esta é a primeira vez que um avatar brasileiro  assume um cargo de liderança em uma grande empresa.

Para entender o que está por trás dessa decisão – e como ela se dará na prática – a EXAME conversou com Bianca Andrade, empresária, influenciadora digital e idealizadora e CEO da Boca Rosa Company. Durante o bate-papo, ela compartilhou sua visão sobre o metaverso como uma ferramenta de negócios, falou sobre o processo de desenvolvimento da Pink e destacou algumas das principais características de sua personagem virtual. “Ela terá a própria voz, vai lutar pelas próprias causas e criar as próprias relações, tanto com o público, quanto com as marcas”, disse.

Leia a íntegra abaixo.

Você é uma das primeiras influenciadoras brasileiras a lançar o próprio avatar no metaverso. O que motivou a decisão de se aproximar dessa tecnologia?

Eu sempre digo que quem inova, lidera o mercado, então essa nossa entrada no metaverso tem muito a ver com isso.  É um dos lemas que levo para a minha vida e essa é a minha intenção com a Pink. O conceito de metaverso foi citado pela primeira vez já tem um bom tempo, mas hoje considero uma tendência internacional que está crescendo no mundo todo. Marcas grandes estão por lá e como minha holding [Boca Rosa Company] é referência em inovação, esse é mais um passo para estarmos sempre à frente do nosso tempo.

Por se tratar de um universo novo, as pessoas ainda têm muitas dúvidas sobre como acontece a criação de um avatar do zero. Pode contar um pouco mais sobre como foi o processo de desenvolvimento da Pink?

Foram cinco meses de muito trabalho, mas contamos com um time maravilhoso e muito capacitado. A Pink foi desenvolvida pelo time de projetos e criatividade do Boca Rosa Company em parceria com a Biobots. Além disso, ela também tem um time de imagem próprio, com Daniel Ueda, Joana Wood, Fernando D’Araujo e Guilherme Brasileiro. A primeira parte é mais lúdica: pensamos na função e no objetivo da Pink; no estilo, nos posicionamentos e na personalidade. Depois, vem a parte mais prática e técnica, dos programadores, designers e desenvolvedores. Por fim, a estratégia de marketing que eu amo e é um DNA forte em todos os nossos lançamentos de Boca Rosa Company.

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Fisicamente, a Pink é bastante parecida com você. Mas, de acordo com o post que anunciou o seu lançamento, ela surgiu com a proposta de "ser outra pessoa, com suas próprias opiniões, vivências e posturas". O que você destacaria como as principais características da personalidade da Pink? E quais você acredita que são as principais diferenças entre você e ela?

Ela surgiu para ser um alter ego meu, porque eu sempre senti que precisava ser mais de uma pessoa para dar conta de tudo que me proponho a fazer. São muitos sonhos e muitas funções! A Pink representa tudo o que eu acredito, claro, mas ela vai além de mim. Essa é a nossa maior diferença. Ela consegue, de fato, estar em todos os lugares ao mesmo tempo! Ela vai ter a própria voz, vai lutar pelas próprias causas e criar as próprias relações, tanto com o público, quanto com as marcas.

Embora ainda esteja em um estágio embrionário, as expectativas são de que, nos próximos anos, o metaverso promova mudanças significativas nas formas de se relacionar que conhecemos hoje. De que formas você acredita que isso deve impactar o mercado de trabalho e quais oportunidades enxerga para as empresas que, assim como a Boca Rosa Company, já estão se posicionando dentro desse novo universo?

Acredito que a gente ainda não tenha nem dimensão de quantas possibilidades existem. É um outro universo no qual a gente pode existir, criar e se relacionar. Produtos em NFT e uma experiência integrada entre o metaverso e o mundo real são apenas o começo disso tudo. Realmente acredito que o metaverso vá revolucionar as formas de relacionamento e consumo, tanto de conteúdo, como de produtos e serviços.

Ainda sobre a relação do metaverso com o mercado de trabalho do futuro: em julho, vocês anunciaram que Pink irá comandar a área de marketing da Boca Rosa Company. Como isso se dará na prática? Pode adiantar alguns dos planos dela para a marca?

A Pink chegou para inserir a holding Boca Rosa Company no metaverso, liderando o mercado no Brasil e reforçando o foco da empresa em inovação. Será um novo modo de nos comunicarmos com a marca Boca Rosa e com outras marcas, abrindo um leque de oportunidades gigantesco, no qual a imaginação é o limite. Inclusive, nosso próximo lançamento de Boca Rosa Company será assinado por ela!

Podemos considerar o lançamento da Pink como a “entrada oficial” da Boca Rosa Company no metaverso, né? Como você se sente com essa conquista e quais outras iniciativas nesse sentido o público da marca pode esperar daqui para frente?

Sim, com certeza! A plataforma oficial do metaverso ainda não está disponível no Brasil, mas a ideia é que, com essa chegada, o público já esteja familiarizado com a Pink, porque ela já vai estar atuando com a gente, no BR Company, e também como influenciadora. Acho que esse foi um grande passo em direção ao futuro. Meu time não para e o público pode sempre ter muita expectativa, porque nós trabalhamos para superá-las sempre.

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Mestre em comunicação e certificado em Interação Homem-Computador pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), Godoy é VP da EXAME Academy (o braço educacional da EXAME) e irá apresentar diversas ferramentas e oportunidades disponíveis no metaverso ao longo dos encontros. Dentre os temas abordados durante as aulas, estão:

  •       Quais são os recursos, hoje, disponíveis no Metaverso;
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