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O CEO do Uber tem outro cargo dentro da empresa: motorista

Travis Kalanick lidera o aplicativo de carona que gerou uma guerra em São Paulo. Em entrevista, falou sobre táxis, tecnologia e seu "segundo emprego" na startup


	Travis Kalanick, CEO do Uber: para ele, ser motorista do aplicativo "é uma diversão"
 (David Paul Morris/Bloomberg)

Travis Kalanick, CEO do Uber: para ele, ser motorista do aplicativo "é uma diversão" (David Paul Morris/Bloomberg)

Mariana Fonseca

Mariana Fonseca

Publicado em 11 de setembro de 2015 às 14h36.

São Paulo - Travis Kalanick é um motorista do Uber, aplicativo de carona remunerada que vem enfrentando uma séria oposição por taxistas e políticos em São Paulo. Além de ter conquistado a melhor avaliação possível pelos usuários, o que é especial sobre Kalanick é que ele acumula outro cargo dentro da startup: CEO.

Em entrevista ao "The Late Show", o apresentador Stephen Colbert perguntou se Kalanick dirigia pelo Uber e qual era sua avaliação. "Todos os meus ratings são de cinco estrelas", respondeu o CEO, referindo-se à pontuação máxima que um motorista pode receber pelo aplicativo.

"Você está precisando do dinheiro? Por que faz isso?", brincou Colbert. Kalanick afirma que, para ele, ser motorista do Uber "é uma diversão". 

O CEO da startup também falou sobre o conflito com a indústria dos táxis. "Vamos tomar Nova York como um exemplo. Os motoristas de táxi gastam quarenta mil dólares por ano para alugar um carro. Eles deveriam dirigir um Bentley com isso, mas o valor vai para o dono da licença para ter e operar um táxi. No mundo do Uber, você usa seu próprio carro e não tem que pagar quarenta mil dólares para alugar um veículo. Você ganha mais dólares por hora e é flexível: não há um turno, você pode ligar e desligar seu serviço quando quiser".

Ainda que tenha citado todos os benefícios que o Uber oferece aos motoristas, Kalanick também teve de responder se o pedido por carros autônomos da Tesla não iria contra o que havia acabado de dizer.

"O Google está fazendo isso [carros autônomos]. A Tesla também. A Apple também. Isso será o mundo. Então, a pergunta para uma companhia de tecnologia é: você quer fazer parte do futuro ou você quer resistir ao futuro? Nós sentimos que, de várias maneiras, não queremos ser como a indústria de táxi era antes de nós".

Veja a entrevista de Travis Kalanick ao "The Late Show with Stephen Colbert":

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Matéria atualizada às 14h26 para corrigir valor de aluguel anual de um carro para os taxistas de Nova York.

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