O ano da MadeiraMadeira: do e-commerce a 9 lojas físicas pelo Brasil

A varejista começou a expansão para o varejo físico em 2020 após ter recebido um aporte de 110 milhões de dólares do Softbank no ano passado

Em março, apreensiva com os primeiros desdobramentos da pandemia de coronavírus no Brasil, a varejista de móveis MadeiraMadeira imaginava que teria uma retração do negócio em 2020. Em dezembro, olhando para trás, o cenário não poderia ser mais diferente. A empresa termina o ano com um crescimento no e-commerce e nove lojas físicas inauguradas.

Fundada em 2010 pelos irmãos Marcelo e Daniel Scandian e pelo atual diretor de crescimento, Robson Privado, a MadeiraMadeira é especializada em vender móveis pela internet. Neste ano, após ter recebido um aporte de 110 milhões de dólares do grupo japonês Softbank em 2019, a marca decidiu que era hora de se aproximar dos consumidores também no mundo físico e inaugurou sua primeira loja em Curitiba. Poucas semanas depois da inauguração, a pandemia veio e a loja foi temporariamente fechada.

Segundo Ana Gabardo, diretora comercial da MadeiraMadeira, apesar da empresa estar acostumada ao e-commerce, foi um desafio organizar os mais de 800 funcionários em trabalho remoto da noite para o dia. “Levamos uns 60 dias para entender o que iria acontecer com o mercado”, diz a diretora.

O que a marca não previu é que o isolamento social iria aumentar o volume de buscas por produtos e móveis para a casa. Segundo dados do Google, as pesquisas por móveis para home office cresceram mais de 90% na comparação entre março e abril de 2019 e 2020. A MadeiraMadeira foi uma das companhias beneficiadas pela alta. “Vivemos uma Black Friday o ano inteiro no e-commerce”, diz Gabardo.

Ao perceber que o ritmo de faturamento voltaria ao normal, a empresa aproveitou para focar na expansão territorial. No dia 2 de setembro, sua segunda loja foi inaugurada em Curitiba. Depois, foi a vez da marca desembarcar em São Paulo, seu principal mercado consumidor do e-commerce. A MadeiraMadeira fecha o ano com sete lojas na capital paulista.

As lojas são “guide shops” de 170 metros quadrados. Elas não têm estoque e não foram projetadas para o cliente ir retirar produtos comprados no e-commerce. A proposta dos espaços é oferecer ao consumidor uma experiência com parte do catálogo da marca, que está espalhado por diversos ambientes decorados. Caso o cliente se interesse por um móvel, pode fazer a compra online na própria loja, com ajuda dos vendedores.

A empresa trabalha também no desenvolvimento de uma linha própria de móveis. A ideia é oferecer ao consumidor produtos de fácil montagem e design autoral. As lojas físicas cumprem o papel de mostrar mês a mês os novos lançamentos da MadeiraMadeira aos clientes.

Para 2021, segundo Gabardo, os planos são continuar inaugurando "guide shops". “Não temos ainda um número definido de lojas que serão inauguradas em 2021, mas é uma estratégia fundamental para a empresa, o retorno do cliente foi muito bom. Faz sentido acelerar no ano que vem”, diz a diretora.

A longo prazo, o objetivo da MadeiraMadeira é ser uma plataforma completa para a casa — oferecendo móveis, objetos e serviços financeiros. “Queremos ser reconhecidos como uma empresa que atende bem o cliente”, diz Gabardo.

Para financiar o projeto, a empresa pode estar negociando uma nova rodada milionária de investimento, segundo a Bloomberg. Em novembro, a agência divulgou que os sócios estariam negociando um aporte de 120 milhões de dólares com o SoftBank, o que colocaria a empresa no seleto grupo de unicórnios — startups avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares. 

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