Fintech Monkey Exchange antecipará pagamento de cartão de crédito para PME

O mercado de antecipação de recebíveis movimenta de R$ 800 bilhões a R$ 1 trilhão por ano, e a Monkey espera que suas operações somem R$ 1 bilhão em 2020
PME: expectativa é que a taxa cobrada seja 30% menor do que um empréstimo convencional (Getty Images/Getty Images)
PME: expectativa é que a taxa cobrada seja 30% menor do que um empréstimo convencional (Getty Images/Getty Images)
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Natália Flach

Publicado em 13/08/2020 às 18:36.

Última atualização em 13/08/2020 às 20:07.

O descasamento entre a venda de um produto e o recebimento de seu valor, quando não é bem gerenciado, pode levar à falência pequenas empresas. Em tempos de crise financeira, a mortalidade de negócios costuma aumentar com a falta de liquidez. Para evitar um quebra-quebra, a fintech Monkey Exchange vai oferecer antecipação de pagamento de cartão de crédito para PMEs por taxas mais acessíveis do que as cobradas no mercado. A expectativa é começar com piloto em outubro e, em novembro, dar início à operação de fato.

O mercado de antecipação de recebíveis movimenta de 800 bilhões a 1 trilhão de reais por ano, e a Monkey espera que suas operações até o fim do ano somem 1 bilhão de reais.

"Um consumidor compra um produto de 100 reais em uma varejista e logo em seguida faz uma compra de mesmo valor em uma padaria. O risco de crédito é exatamente o mesmo. Mas o varejista faz antecipação do crédito por uma taxa bem mais baixa do que a padaria", afirma Bernardo Vale, sócio responsável por clientes e instituições financeiras da Monkey Exchange. "Queremos pelo menos reduzir essa assimetria."

Isso é possível porque a plataforma da Monkey funciona como um leilão reverso com 20 instituições financeiras e bancos, competindo com taxas e condições. A expectativa é que a taxa cobrada seja 30% menor do que um empréstimo convencional.

Pertencente ao portfólio da Wayra Brasil, hub de inovação aberta do grupo Telefónica no mundo e da Vivo no Brasil, a Monkey Exchange faz antecipação de recebíveis de grandes corporações, como Gerdau, Saint-Gobain, Fiat Chrysler e Usiminas, para mais de 8.000 fornecedores. De janeiro a maio, a fintech antecipou 3 bilhões de reais de crédito para fornecedores e prevê chegar a 10 bilhões de reais até o fim do ano. Já em 2021 a projeção é 20 bilhões de reais.