Cooperativa quer emprestar R$ 1,2 bi a PMEs pelo Pronampe

O Sicredi projeta que o capital será emprestado a mais de 250.000 empresas associadas da instituição

Mais uma instituição financeira disponibiliza crédito pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A cooperativa de crédito Sicredi, presente em 22 estados brasileiros, disponibilizou a linha criada pelo governo. No total, são 1,2 bilhão de reais disponíveis para liberação.

A expectativa é que o valor seja emprestado a mais de 250.000 associados da instituição. Hoje, mais de 90% da base de associados de pessoa jurídica da cooperativa se enquadra no limite de faturamento da linha, que é de até 360.000 para microempresas e de até 4,8 milhões por ano para empresas de pequeno porte. 

Conforme determina o programa, os clientes poderão solicitar um empréstimo de até 30% do faturamento anual de 2019. O valor pode ser pago em até 36 meses, com até oito meses de carência e taxa de juro de 1,25% ao ano mais a Selic, atualmente em 2,25%. O crédito foi criado para beneficiar empresas prejudicadas pela pandemia de coronavírus e poderá ser utilizado para capital de giro e investimentos na companhia. 

Além do Sicredi, outras instituições financeiras como Caixa, Banco do Brasil, Itaú, BDMG e Sicoob têm operado o programa. Os limites recebidos por cada instituição têm sido atingidos rapidamente, mediante o desespero das micro e pequenas empresas pelo crédito. Na segunda-feira, 13, por exemplo, o Itaú concedeu cerca de 1,5 bilhão de reais em apenas 30 minutos pelo aplicativo. 

Para atender mais empreendedores, o governo federal pretende injetar mais 16 bilhões de reais no Pronampe. Inicialmente com 15,9 bilhões em caixa, o programa chegou perto do limite de financiamentos em pouco mais de dois meses. 

A ideia do Ministério da Economia é colocar mais 6 bilhões de reais em recursos do Tesouro Nacional no programa, explica Guilherme Afif Domingos, assessor especial do ministro Paulo Guedes para a agenda de empreendedorismo. Além disso, o governo estuda remanejar 10 bilhões de reais de uma linha de crédito operada pelo BNDES para a concessão de crédito via maquininhas, criada com a Medida Provisória nº 975, de junho.

Segundo uma pesquisa do Sebrae em parceria com a FGV, somente 18% das micro e pequenas que buscaram crédito no mercado foram atendidas. Na pesquisa anterior, do mês passado, a taxa de sucesso foi de 16%. O aumento na proporção indica uma melhora no cenário, mas, segundo o Sebrae, em um ritmo abaixo do esperado para atender à demanda.

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