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De Araranguá para o mundo: casal expande marca de roupas na pandemia

A Toda Frida, marca catarinense de roupas retrô e sustentáveis, dobrou de tamanho na pandemia e agora passa a exportar para Europa e Estados Unidos

A Toda Frida é uma marca de roupas que leva a sério o conceito de slow fashion, que explica a preocupação de empresas e marcas com o descarte acelerado de itens e coleções descartáveis. Desde 2014, a marca catarinense aposta em coleções próprias, duráveis e com peças únicas. O modelo de negócio ajudou a marca a alçar grandes voos e duplicar de tamanho, mesmo na pandemia.

A ideia vem do casal de empreendedores gaúchos Daiana Moreira e Emmanuel Polanczykdireto Batalion, de Araranguá, município de Santa Catarina com pouco mais de 60.000 habitantes. A escolha pela pequena cidade catarinense se justifica pelo grande pólo têxtil da região, além de ser a cidade onde os dois se conheceram, ainda em tempos de faculdade.

Antes de ter uma marca bem-sucedida, o casal tentou empreender algumas outras vezes. A primeira foi em 2012, quando fundaram um e-commerce que revendia roupas de diferentes marcas. “Não sabíamos administrar nada e falimos a empresa em pouco mais de um ano”, conta Daiana.

Não foi apenas o fracasso financeiro que levou a pequena loja virtual a fechar as portas. Os meses de operação da empresa também serviram para mostrar que parte dos problemas só seriam solucionados com a criação de uma marca própria. “Não achávamos roupas do jeito que a gente queria, os tamanhos eram limitados e a qualidade também poderia melhorar'', diz.

Chegar até lá, porém, não foi tarefa fácil. O pontapé inicial exigiu uma mudança de estado e também um dinheiro e um conhecimento em moda que até então, não existiam. "A Toda Frida começou do menos zero. Precisamos pegar empréstimos mês a mês para começar. A primeira coleção foi um grande esforço”.

A solução foi ir de porta em porta atrás de estilistas e designers que topassem desenvolver peças exclusivas para a marca. Enquanto isso não acontecia, a empreendedora desenhava e produzia as peças.

Daiana Moreira e Emmanuel Polanczyk Batalion, fundadores da Toda Frida

Daiana Moreira e Emmanuel Polanczyk Batalion, fundadores da Toda Frida (Acervo pessoal/Reprodução)

Anos depois, a aposta já mostra seus resultados. De janeiro a setembro de 2021, a Toda Frida mais do que dobrou de tamanho em comparação com o mesmo período do ano passado — a marca não abre números de faturamento consolidados. A marca também acaba de anunciar a expansão para Europa e Estados Unidos, vendendo em marketplaces dessas regiões.

O bom cenário também acontece graças à atuação digital da marca. Com a disparada do e-commerce, a Toda Frida conquistou um espaço ainda maior no varejo digital.

Além do DNA digital, a Toda Frida prega o ESG como uma vertente imporante do negócio, e por trás disso está a preocupação ambiental. Todos os tecidos são certificados, como prova do comprometimento socioambiental da empresa. Os retalhos das roupas também são reaproveitados e dão origem a produtos de artesanato, máscaras, cintos e outros acessórios.

Com a exportação, mais vendas nacionais, implementação de canais B2B e a construção de uma nova fábrica de 1.300 metros quadrados em uma cidade vizinha, a expectativa é crescer pelo menos o dobro mais uma vez. “Vemos que nosso produto agrada e atende a uma grande parcela da população”, diz Daiana.

"Temos certeza absoluta de que o público é bem maior do que podemos vender. Não alcançamos todos que queremos alcançar, então ainda vemos muito potencial de crescimento”, diz Emmanuel Batalion, cofundador da marca. 

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