PME

C6 Bank abre corretora em Nova York, com foco em clientes de peso

Em NY, empresa do mesmo grupo do banco digital criado por ex-executivos do BTG Pactual atenderá consumidores institucionais

C6 Bank: banco digital anuncia rodada de aporte de R$ 1,3 bilhão (C6Bank/Divulgação)

C6 Bank: banco digital anuncia rodada de aporte de R$ 1,3 bilhão (C6Bank/Divulgação)

Mariana Fonseca

Mariana Fonseca

Publicado em 18 de março de 2019 às 06h00.

Última atualização em 24 de maio de 2019 às 15h53.

O C6 Bank, banco digital criado por ex-executivos do BTG Pactual, terá mais do que um escritório focado em análise de dados em Nova York (Estados Unidos). Uma empresa do mesmo grupo da fintech, o C6 Holding S.A., recebeu uma licença para abrir sua própria corretora de valores na região. A princípio, o foco está em clientes institucionais -- mas brasileiros na pessoa física poderão, no futuro, realizar investimentos como ações listadas na bolsa americana por meio do C6 Bank.

A licença para a C6 Capital Securities LLC foi concedida pela Autoridade Reguladora da Indústria Financeira, braço da SEC (Comissão de Valores Mobiliários) que regula as corretoras nos Estados Unidos. Em Nova York, o C6 Bank está prospectando gestoras de investimento, como fundos de proteção cambial e de pensão nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia.

O primeiro objetivo é oferecer títulos de renda fixa originados no Brasil para compor a carteira desses clientes institucionais. “O Brasil tem sido um tema importante para quem procura investimentos em mercados emergentes”, afirma a porta-voz Verena Fornetti. Depois, o C6 Bank oferecerá também ações, derivativos, juros e moedas de diversos países da América Latina.

O C6 Bank também quer abrir uma corretora no Brasil e está esperando a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários por aqui. O banco já possui licenças de operação concedidas pelo Banco Central e pela B3, a bolsa de valores brasileira. Com a aprovação da corretora brasileira, o banco digital deverá oferecer primeiro produtos para clientes institucionais no Brasil. Depois, lançará uma plataforma de compra e venda de ações para pessoas físicas que terá inclusive produtos como títulos públicos e ações dos Estados Unidos, aproveitando a operação em Nova York.

Vale lembrar que o aplicativo do C6 Bank ainda está em fase de testes, fechado para funcionários e clientes convidados. O aplicativo começará a operar para todos em junho deste ano, segundo a porta-voz.

Nomes e números

O C6 Bank foi criado em março de 2018 pelos ex-executivos do banco BTG Pactual Marcelo Kalim, Carlos Fonseca, Leandro Torres e Luiz Marcelo Calicchio. Kalim é o presidente do banco.

De pequeno, o C6 Bank não tem nada. O banco digital ocupa um prédio de oito mil metros quadrados no bairro dos Jardins, em São Paulo. Atualmente, a fintech tem 320 funcionários e está com 60 vagas abertas para desenvolvedores. Com capital social de 250 milhões de reais no momento, os investimentos dos acionistas somarão 500 milhões de reais até dezembro.

Acompanhe tudo sobre:Bancosc6-bankCorretorasFintechsStartups

Mais de PME

Mais na Exame