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Venda de fatia da OAS na Invepar está adiantada

O valor do negócio ainda não foi fechado, mas ficará próximo a R$ 1,3 bilhão


	Conglomerado OAS: o valor do negócio ainda não foi fechado, mas ficará próximo a R$ 1,3 bilhão
 (Divulgação)

Conglomerado OAS: o valor do negócio ainda não foi fechado, mas ficará próximo a R$ 1,3 bilhão (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 11 de novembro de 2015 às 13h09.

São Paulo - As negociações entre a OAS, que está em recuperação judicial, e o grupo canadense Brookfield avançaram para a venda da fatia de 24,4% da Invepar que pertence à empreiteira, segundo fontes próximas ao assunto.

O martelo poderá ser batido no dia 19, durante assembleia de credores que estava prevista para a terça-feira, 10, mas foi adiada.

O valor do negócio ainda não foi fechado, mas fica próximo a R$ 1,3 bilhão, segundo as mesmas fontes.

Enquanto negocia a compra da fatia da OAS na empresa dona de Guarulhos, a Brookfield já estaria em conversas com outros acionistas da companhia - os fundos de pensão Previ (do Banco do Brasil), Petros (da Petrobrás) e Funcef (da Caixa) para um possível aumento de capital na empresa no futuro.

Essas negociações, contudo, só devem acontecer caso a venda da fatia da OAS na Invepar seja realmente concretizada.

Auxílio

Após algumas semanas negociando no exterior, a OAS concordou em reduzir o montante de um empréstimo feito pela Brookfield, de R$ 800 milhões para R$ 600 milhões, disseram fontes ao Broadcast (serviço em tempo real da Agência Estado).

O juiz da recuperação judicial já liberou R$ 200 milhões para a companhia e outros R$ 300 milhões dependiam da apresentação ao mesmo juiz pela OAS de estudos mostrando a necessidade dos recursos.

A proposta de reduzir o empréstimo atendeu aos credores estrangeiros e foi aceita pela companhia para abrir espaço à continuidade das negociações para a venda da Invepar.

Os credores estrangeiros têm cerca de R$ 7,1 bilhões (considerado o dólar a R$ 4) em bônus emitidos pela companhia em dólares e em reais no exterior. A dívida total da OAS que, originalmente, era de R$ 8,2 bilhões, passa de R$ 11 bilhões.

Além dos detentores de bônus, 15% da dívida da OAS estão com bancos e os 25% restantes se dividem entre fundos de investimento, debêntures e agências de fomento.

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