Vale pode tentar acordo para processo sobre minério na Guiné

Companhia pode considerar buscar um acordo com a Rio Tinto, dependendo de uma decisão judiciária sobre a mudança do caso de Nova York para Londres

	Vale: "Sobre um acordo ... essa possibilidade sempre existe, mas nesse caso específico, não aceitaremos nenhuma culpa", disse consultor-geral da Vale
 (Meireles Jr./Divulgação)
Vale: "Sobre um acordo ... essa possibilidade sempre existe, mas nesse caso específico, não aceitaremos nenhuma culpa", disse consultor-geral da Vale (Meireles Jr./Divulgação)
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Sonali PaulPublicado em 08/12/2014 às 07:00.

Melbourne - A mineradora Rio Tinto não quis comentar nesta segunda-feira se está disposta a fechar um acordo para encerrar um processo feito contra a Vale sobre valiosas concessões para a exploração de minério de ferro na Guiné.

O consultor-geral da Vale disse na última sexta-feira que a companhia pode considerar buscar um acordo com a Rio Tinto, dependendo de uma decisão judiciária sobre a mudança do caso de Nova York para Londres.

"Sobre um acordo ... essa possibilidade sempre existe, mas nesse caso específico, não aceitaremos nenhuma culpa", disse o consultor-geral da Vale, Clóvis Torres, a jornalistas em Londres após apresentação a investidores.

"Mas talvez o que é ainda mais absurdo que esse processo é o alto custo dos processos nos Estados Unidos. Então, para evitar um novo absurdo, gastar mais dinheiro, podemos pensar em termos como esses", disse.

A Rio Tinto entrou com um processo em maio alegando que a Vale, o bilionário israelense Beny Steinmetz e a BSG Resources idealizaram um esquema fraudulento para roubar seus direitos sobre a metade norte do depósito de Simandou, considerado um dos melhores veios inexplorados de minério de ferro do mundo.

Steinmetz e a BSGR negaram qualquer conduta errônea.

A Vale, como seus rivais, foi fortemente afetada por uma queda de 50 por cento neste ano no preço do minério de ferro e está tentando cortar custos.