Stellantis e LG investirão US$ 4,1 bi em fábrica de baterias de lítio

Investimento é mais um passo do plano da montadora de contar com frota 100% elétrica até 2038
Fábrica da Stellantis: montadora espera criar cadeia de fornecimento de baterias na cidade de Ontário (Reuters/Rebecca Cook)
Fábrica da Stellantis: montadora espera criar cadeia de fornecimento de baterias na cidade de Ontário (Reuters/Rebecca Cook)
Por Luciana LimaPublicado em 23/03/2022 19:05 | Última atualização em 23/03/2022 19:05Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Nesta quarta-feira, 23, a Stellantis e a LG Energy Solution (LGES) anunciaram que investirão cerca de US$ 4,1 bilhões para a criação de uma fábrica de baterias para veículos elétricos em larga escala no Canadá. 

O investimento será realizado por meio da joint venture criada entre a montadora e o braço de baterias da fabricante LG. A construção da unidade fabril, localizada em Ontário, está programada para começar ainda esse ano, com início de produção para o primeiro trimestre de 2024. 

Quando estiver totalmente em operação, a fábrica deverá alcançar uma capacidade de produção superior a 45 gigawatts-hora (GWh), além de criar 2.500 novos empregos na região. Serão produzidos células e módulos de bateria de íon de lítio para atender a uma parte da produção de veículos da Stellantis na América do Norte.

Com a criação da unidade fabril, que contou com o apoio do governo canadense, as duas empresas esperam estabelecer uma cadeira de fornecimento de baterias na região, aproveitando a experiência do Canadá na geração de fontes de eletricidade renováveis.

A nova fábrica faz parte dos planos da montadora de acelerar seu investimento em veículos elétricos para acabar  100% com a frota de veículos movidos à combustão até 2038. Isso inclui atingir a venda de 5 milhões de veículos elétricos globalmente até 2030. 

“A joint venture com a LG Energy Solution é mais um degrau para alcançar nosso agressivo plano de eletrificação na região, que visa atingir a marca de 50% no mix de vendas de veículos elétricos à bateria nos EUA e Canadá até o final da década”, disse Carlos Tavares, CEO de Stellantis.