Negócios

SayMe: O aplicativo brasileiro que quer competir com o WhatsApp

Dentre as funcionalidades incluídas estão a possibilidade de transcrever um áudio recebido e a de impedir o compartilhamento de imagens ou arquivos enviados por você. Esta última tem como objetivo evitar o vazamento de fotos, conversas e documentos.  

Whatsapp: aplicativo brasileiro quer ser alternativa para troca de mensagens (Aytac Unal/Anadolu Agency/Getty Images)

Whatsapp: aplicativo brasileiro quer ser alternativa para troca de mensagens (Aytac Unal/Anadolu Agency/Getty Images)

Mariana Desidério

Mariana Desidério

Publicado em 1 de agosto de 2022 às 07h00.

Última atualização em 1 de agosto de 2022 às 17h37.

O aplicativo de mensagens SayMe, desenvolvido no Brasil, tem uma grande ambição: ser uma alternativa ao WhatsApp. Desenvolvido pelo empreendedor Brunno Velasco, o app surgiu da ideia de que faltavam algumas funcionalidades para o aplicativo da gigante Meta. “Cheguei a oferecer isso para o WhatsApp, mas eles disseram que não compram ideias de terceiros”, diz.

Assine a EMPREENDA e receba, gratuitamente, uma série de conteúdos que vão te ajudar a impulsionar o seu negócio.

Velasco então resolveu criar o próprio aplicativo. Após cerca de um ano de desenvolvimento, o app está disponível para Android e iOS desde junho. Dentre as funcionalidades incluídas estão a possibilidade de transcrever um áudio recebido e a de impedir que um contato compartilhe imagens, conversas ou arquivos enviados por você. Esta última tem como objetivo evitar o vazamento de fotos, conversas e documentos.

Em março, o aplicativo recebeu um aporte de R$ 1 milhão da Osten Moove, aceleradora na qual Velasco trabalhava como desenvolvedor até pouco tempo atrás. Além do aplicativo de mensagens, o SayMe tem trabalhado no desenvolvimento de um aplicativo de mensagens corporativas, como forma de monetizar o negócio.

Sobre a dificuldade de competir com um serviço tão difundido como o WhatsApp, Velasco afirma que a intenção é ser mais uma opção para o usuário, e não substituir o concorrente. “Nossa proposta não é que as pessoas deixem de usar o Whatsapp, mas é preciso ter mais opções, e nós queremos ser uma dessas opções”, diz.

Em pouco mais de um mês em funcionamento o app está perto de 2 mil usuários. A meta é chegar em 100 milhões de pessoas nos próximos três anos. Para isso, o empreendedor conta com uma ajudinha do próprio WhatsApp. Velasco lembra de quando o app ficou fora do ar no final do ano passado, o que rendeu aos aplicativos concorrentes de novos usuários.

Esse não é primeiro aplicativo desenvolvido por Velasco. O empreendedor criou o Femini Driver – app de transporte que trabalha apenas com motoristas e passageiras mulheres -- e o Instapet, aplicativo para compartilhar fotos de bichos de estimação.

VEJA TAMBÉM:

Conheça a história da Olga Ri, foodtech de saladas que fatura R$ 21 milhões

Estas startups estão na contramão do mercado e crescem em 2022

Acompanhe tudo sobre:WhatsApp

Mais de Negócios

Com doações da Gerdau e da Vale, novo fundo mira R$ 100 milhões para ajudar a reconstruir o RS

“Sem dados não é possível fazer a comparação da energia que merecemos”, diz especialista da Globant

O plano de R$ 250 milhões da dona dos sorvetes Nestlé para ganhar a liderança do mercado no Brasil

5 tipos de embalagens de alimentos para priorizar nas compras do supermercado

Mais na Exame