Ri Happy: ex-CEO Héctor Núñez volta ao comando da empresa (divulgação/Divulgação)
Repórter de Negócios
Publicado em 31 de agosto de 2026 às 17h12.
Última atualização em 31 de agosto de 2026 às 17h26.
A BluSun Capital Partners, companhia brasileira de capital fechado, anunciou nesta segunda-feira, 31, a aquisição de 100% do Grupo Ri Happy, dono das redes Ri Happy e PBKids. Os termos financeiros da operação não foram divulgados.
Héctor Núñez participa da estrutura de controle da BluSun e assumirá a gestão da varejista. O executivo retorna ao grupo após ter trabalhado por mais de nove anos na companhia.
Núñez tem mais de 25 anos de experiência no varejo e em grandes empresas. Antes da primeira passagem pela Ri Happy, foi CEO do Walmart Brasil, conselho da Vulcabras e estava na presidência da Novonor (antiga Odebrecht).
A chegada do novo controlador também encerra o ciclo de Thiago Rebello como presidente. O executivo estava na Ri Happy havia quase quatro anos e assumiu o comando em 2024, período em que a varejista fechou seu centro de distribuição, reorganizou a operação digital e começou a transformar parte das lojas em espaços de entretenimento infantil.
A BluSun não detalhou se manterá integralmente essa estratégia. Em comunicado, afirmou que a prioridade imediata será a execução do principal período comercial do varejo de brinquedos, formado por Dia das Crianças, Black Friday e Natal.
Paralelamente, a nova gestão começará a planejar a próxima etapa de desenvolvimento da empresa, com foco na experiência do cliente.
O retorno de Núñez coloca à frente da Ri Happy um executivo que já conhece a operação e o mercado de brinquedos.
Em sua passagem anterior, ele permaneceu por mais de nove anos na companhia. Agora, além de assumir a gestão, participa da nova estrutura de controle montada pela BluSun.
Segundo a empresa, a experiência acumulada na varejista permitirá ao executivo conduzir o negócio com uma perspectiva de longo prazo.
A troca de controle ocorre após um período de reestruturação da Ri Happy. Desde 2024, a varejista fechou seu centro de distribuição, transferiu o envio dos pedidos digitais para as lojas e começou a reduzir o espaço destinado ao estoque para oferecer serviços de entretenimento infantil.
A companhia apresentou neste ano o projeto Reset, que incorpora brinquedotecas, cafés, salas de jogos e espaços para festas às unidades. Nas 13 lojas convertidas, o estoque caiu 9%, enquanto as vendas por metro quadrado cresceram 77%, segundo a empresa.
A Ri Happy soma 293 lojas entre as marcas Ri Happy e PBKids. De 8% a 9% da receita vem do comércio eletrônico, com pedidos despachados pelas próprias unidades. A companhia não divulga resultados financeiros consolidados.