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Petrobras responde se combustível vai ficar mais caro com alta do petróleo

Presidente da estatal afirma que a companhia está preparada para enfrentar a volatilidade do mercado global

Caroline Oliveira
Caroline Oliveira

Colaboradora na Exame

Publicado em 6 de março de 2026 às 15h45.

Última atualização em 6 de março de 2026 às 15h48.

As incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio ainda dificultam prever a trajetória dos preços do petróleo, avaliaram executivos da Petrobras durante coletiva de imprensa sobre os resultados da companhia no 4º trimestre e no acumulado de 2025, realizada nesta quinta-feira, 5.

Na ocasião, a presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que a empresa acompanha de perto o cenário internacional para entender qual será o comportamento do barril do Brent nos próximos meses. Segundo ela, por enquanto, a companhia não tem uma posição definida sobre eventuais reajustes nos preços dos combustíveis no Brasil.

Petrobras: empresa ainda não tem uma posição sobre a necessidade de reajustar os preços de combustíveis no Brasil. (CFOTO/Future Publishing/Getty Images)

Chambriard explicou que, caso a alta do petróleo observada nos últimos dias se intensifique, a Petrobras terá de reagir depressa. "Nesse momento, essa questão ainda não está respondida. Se essa volatilidade for tão grande assim, certamente, ela vai exigir respostas mais rápidas que exigiriam se a alta fosse mais lenta.", comentou a executiva.

Sobre a recente escalada dos preços da commodity, impulsionada pela intensificação do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, Chambriard afirmou que a estatal está preparada para manter a rentabilidade independentemente do valor do barril.

"Se ele [barril do petróleo] for a US$ 85, estamos preparados, e se for a US$ 55, temos que estar igualmente preparados", disse ela. A executiva também lembrou que algumas projeções de mercado apontam para preços próximos de US$ 55 no ano que vem, diante da possibilidade de excesso de capacidade de produção global.

A presidente da Petrobras acrescentou que a política de preços da companhia permanece sólida e que a estatal acompanha o cenário internacional sem repassar a volatilidade externa ao mercado interno.

Já o diretor executivo de logística, comercialização e mercados, Claudio Schlosser, afirmou que a empresa monitora as condições de abastecimento global. Segundo ele, diante das mudanças na conjuntura internacional, a companhia pode rever rotas de exportação e importação de petróleo e derivados.

Isso pode acontecer diante do risco de impacto no Estreito de Ormuz, localizado na costa do Irã e considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de petróleo. Atualmente, a passagem está fechada para navios ligados aos EUA, Israel e países europeus. Cerca de 20% do petróleo consumido no mundo atravessa a região, o que faz com que qualquer ameaça à navegação provoque efeitos imediatos nos preços da commodity e na logística de exportação e importação.

Ao comentar os resultados do balanço da companhia, a presidente destacou a recuperação da empresa. A Petrobras registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 15,6 bilhões no quarto trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 17 bilhões apurado no mesmo período de 2024.

"“Estamos construindo uma empresa lucrativa, cada vez mais diversificada e preparada para liderar a transição energética e enfrentar a volatilidade de um mercado de petróleo tão instável quanto o que estamos vivendo hoje, gerando retorno para acionistas, riqueza, empregos e desenvolvimento para o nosso país. Quem apostar contra a Petrobras, certamente vai perder. Tenho muito orgulho de dizer isso.” "Magda Chambriard
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