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Petrolífera Repsol tem lucro 0,4% maior no primeiro semestre

Total do lucro da petrolífera foi de 1,344 bilhão de euros no período, apesar da queda da produção devido ao conflito na Líbia

O resultado das explorações da empresa, no entanto, teve queda de 9,4%, aos 2,722 bilhões de euros (Philippe Desmazes/AFP)

O resultado das explorações da empresa, no entanto, teve queda de 9,4%, aos 2,722 bilhões de euros (Philippe Desmazes/AFP)

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Da Redação

Publicado em 28 de julho de 2011, 05h53.

Madri - A petrolífera hispano-argentina Repsol ganhou 1,344 bilhão de euros na primeira metade do ano, 0,4% mais que no mesmo período de 2010, apesar da queda da produção devido ao conflito líbio e às greves na Argentina.

A empresa comunicou nesta quinta-feira à Comissão Nacional da Bolsa de Valores (CNMV) da Espanha que a melhora dos preços internacionais do petróleo, a recuperação do negócio químico e os resultados de sua divisão de gás natural liquefeito compensaram a queda de produção e permitiram manter o lucro.

No entanto, o resultado das explorações da empresa teve queda de 9,4%, aos 2,722 bilhões de euros.

A petrolífera encerrou a primeira metade do ano com queda de 10,1% na produção de hidrocarbonetos por "fatores circunstanciais" como a suspensão de operações na Líbia desde março, a menor produção - devido a tarefas de manutenção - em Trinidad e Tobago e a moratória no Golfo do México.

Junto a isto, teve impacto a paralisação parcial das atividades na Argentina por greves que já foram solucionadas.

Apesar da queda na produção, os maiores preços do petróleo e do gás permitiram que o resultado de exploração da área de upstream (prospecção e produção) aumentasse 10,3%, aos 806 milhões de euros.

Por outro lado, foi 18,5% menor o resultado de exploração da área de downstream (refino, marketing, GLP, química e outros), aos 756 milhões de euros, afetado pelo setor de butano e pelas menores margens de refino.

O setor de GNL voltou a multiplicar seus resultados, de 11 milhões a 168 milhões de euro, graças à entrada em funcionamento da usina da empresa no Peru.

Quanto a sua filial argentina YPF, o resultado de exploração caiu 27,7%, aos 601 milhões de euros, como consequência das prolongadas greves registradas durante o período e o efeito inflacionário sobre o custo.