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Petrobras nega saída da Braskem do Comperj

O acordo de associação entre Petrobras e Braskem foi firmado há dois anos, mas não foi adiante e a Braskem não comenta o assunto


	Fábrica da Braskem: segundo a empresa, a Braskem está trabalhando junto com a Petrobras na avaliação e ainda não se chegou na fase de aporte de recursos
 (Mirian Fichtner)

Fábrica da Braskem: segundo a empresa, a Braskem está trabalhando junto com a Petrobras na avaliação e ainda não se chegou na fase de aporte de recursos (Mirian Fichtner)

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Da Redação

Publicado em 18 de setembro de 2012 às 19h50.

Rio de Janeiro - O diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, afirmou nesta terça-feira (18) que o projeto da segunda fase do Comperj está mantido intacto e com a participação da Braskem. Reportagem do Estado mostrou que a unidade petroquímica ainda não saiu do chão. A presidente da Petrobras, Graça Foster, manifestou na semana passada preocupação com a migração da indústria petroquímica para o exterior, diante dos baixos custos do gás de xisto nos Estados Unidos.

O acordo de associação entre Petrobras e Braskem foi firmado há dois anos, mas não foi adiante e a Braskem não comenta o assunto. "Não tenho essa informação (sobre desistência da Braskem de participar do projeto)", disse Cosenza na Rio Oil & Gas. "Não vamos mexer em nada".

A primeira fase do Comperj (165 mil barris/dia) está com 35% das obras físicas executadas. A segunda (300 mil barris/dia) está em avaliação dentro do plano de negócios da companhia 2012-2016. "Estamos fazendo a avaliação econômica. Está andando. Não tem nada de saída da Braskem".

Segundo o diretor, a Braskem está trabalhando junto com a Petrobras na avaliação e ainda não se chegou na fase de aporte de recursos. Em sua apresentação, Cosenza afirmou que a companhia está trabalhando para que as próximas refinarias (2º trem de refino do Comperj) e Premium I e II acompanhem custos internacionais. Cosenza falou com a imprensa depois da apresentação de estudos de caso de duas refinarias internacionais que são consideradas referência de mercado, uma da Saudi Aramco com a Total e outra da indiana Reliance. Ambas custaram pelo menos quatro vezes menos do que a Rnest, em construção pela Petrobras em Pernambuco.

"Custo é algo que pode ser administrado", disse Cosenza. "É possível fazer, demanda disciplina, estudos, aprofundamentos, questões que caminham na direção de baixar o custo de qualquer projeto". O diretor, no entanto, não informou quais são as metas de redução de custos com que a Petrobras está trabalhando. "Está em estudo".

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