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O painel “Caminhos para Sistemas Alimentares Sustentáveis no Brasil”, realizado hoje (09/12) na COP28, reuniu representantes do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério da Agricultura e da Pecuária, de ONGs e empresas em um diálogo sobre os desafios e oportunidades para construir sistemas alimentares sustentáveis no Brasil e identificar soluções inovadoras na agricultura e nas indústrias alimentícias da região.

Na ocasião, o secretário Extraordinário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial no Ministério do Meio Ambiente, André Lima, reforçou o compromisso do governo de alcançar o desmatamento zero até 2030. “Para isso, precisamos utilizar sistemas de inteligência artificial, fiscalização remota, combinado com ações de rastreamento e de governança de iniciativas públicas e privadas. Mas, para além desse eixo de controle, é preciso atuar por meio de incentivo econômico, com mecanismos como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), mercado de carbono e outros”.

Para o diretor de produção Sustentável e Irrigação no MAPA, Bruno Brasil, o grande desafio que o setor enfrenta hoje no combate ao desmatamento é como remunerar o produtor para que ele veja benefício na produção sustentável. “Se conseguirmos, vamos desincentivar a supressão de reserva legal, porque vai passar a valer mais a pena, inclusive economicamente, para o produtor, manter esses sistemas. E nossa maior carência hoje no Brasil é de dados, que nos permitam fazer isso de forma transparente e confiável”, apontou,

O diretor global de sustentabilidade da JBS, Jason Weller, reforçou o compromisso da companhia de produzir alimentos de maneira sustentável, a partir de uma série de ações que contemplam tanto a rastreabilidade da produção quanto a assistência técnica e financeira para produtores rurais. “Nos últimos tempos, temos visto um movimento muito forte de indústria, governo e sociedade civil de se unir para endereçar o core da questão do desmatamento, que é a oportunidade econômica. Então lógico que monitoramento e controle são importantes, mas principalmente o financiamento da produção sustentável é essencial, especialmente para os pequenos produtores. E isso envolve não apenas uma companhia, mas todo o setor”, afirmou.

Weller apontou ainda que a ONU projetou um aumento de produção de proteína animal de 20% até 2025 para atender à demanda por alimentos globalmente com o crescimento da população. “Então vamos ter um aumento da demanda por carne e por nutrição. E como nós asseguramos a produção sustentável de proteína com mais recursos, mas também de forma mais sustentável? O mundo precisa do Brasil. Precisa ter um Brasil produzindo, com sucesso, e crescendo como uma potência econômica e da agricultura. A JBS está atuando com sua cadeia produtiva na Amazônia, no Cerrado, onde fundamentalmente precisamos de parcerias para avançar na rastreabilidade e em sistemas mais eficientes de produção sustentável”, afirma.

A JBS já vem implementando iniciativas de rastreabilidade para garantir que os fornecedores da empresa não atuem em áreas de desmatamento, terras indígenas, unidades de conservação ambiental ou territórios quilombolas; não utilizem mão de obra análoga à escravidão, nem possuam embargos ambientais. Há quase 15 anos, a Companhia já monitora seus fornecedores diretos por meio de um sistema geoespacial e que o desafio setorial é justamente o de levar o mesmo controle aos demais elos da cadeia. Em 2021, lançou a Plataforma Pecuária Transparente, com o compromisso de, até 2025, ter 100% dos fornecedores dos fornecedores monitorados. Em 2023, a companhia atingiu 62% da base já cadastrada na plataforma.

Além disso, a companhia atua para apoiar os produtores em melhores práticas produtivas. Por meio de seus Escritórios Verdes, oferece assistência técnica gratuita a pequenos produtores, ajudando na regularização ambiental e também no acesso a crédito para implantação de boas práticas produtivas. A iniciativa já assistiu mais de 19 mil fazendas e 7 mil avançaram em seus processos de regularização socioambiental, resultando na recuperação florestal de mais de 2.000 hectares.

Também por meio do Fundo JBS pela Amazônia, organização sem fins lucrativos criada em 2020, a JBS realiza aportes para financiamento de projetos dentro de três eixos: Cadeias Produtivas, Bioeconomia e Ciência e Tecnologia. Desde a sua fundação, já apoiou mais de 20 projetos, com investimentos que somam R$ 72,9 milhões, resultando em 1,92 milhão de hectares conservados ou com manejo para recuperação de áreas, com efeitos positivos para cerca de 5,18 mil famílias beneficiadas.

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