Negócios

Negócios de private equity desabam na América Latina

Segundo relatório da Thomson Reuters, transações somaram US$ 1,79 bilhão de janeiro a junho, volume 60% menor que o apresentado em 2011


	Tok Stok no Brooklin, em São Paulo: em setembro, Carlyle anunciou a compra de 60% da empresa
 (markhillary/Flickr)

Tok Stok no Brooklin, em São Paulo: em setembro, Carlyle anunciou a compra de 60% da empresa (markhillary/Flickr)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de dezembro de 2012 às 05h36.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - De janeiro a junho, os investimentos em private equity e venture capital na América Latina caíram 60% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 1,79 bilhão de dólares. É o que aponta relatório publicado hoje pela Thomson Reuters.

As modalidades consideram o aporte feito por fundos de investimento em empresas. Esses fundos vendem suas participações mais tarde, lucrando com a valorização das companhias em que apostaram.

Segundo dados apontados pelo estudo, a atividade de private equity na região vive altos e baixos: se o volume movimentado somou 17,2 bilhões de dólares em 2010, no ano passado o montante desabou para 5,5 bilhões de dólares. Fechado o balanço do primeiro semestre, a expectativa é que o a desaceleração seja ainda maior em 2012.

Apesar dos resultados mais fracos, Gary Brown, editora do Venture Equity Latin America, ressalta que alguns setores continuam no radar dos investidores. "(Há) o boom no setor de e-commerce, impulsionado pelo crescimento da classe média na América Latina, bem como aumento nos investimentos em internet e setores de TI", afirma.

O número de negócios anunciados, mas não concluídos, também sugere uma possível recuperação. Essas transações atingiram 5,5 bilhões de dólares até junho - parte do montate pode ser contabilizado no balanço anual caso as operações sejam completadas ainda em 2012.

Recentemente, a General Atlantic adquiriu uma fatia de 30% da XP Investimentos por 400 milhões de reais. Entre outras transações que chamaram a atenção estão a compra de 60% da Tok&Stok pelo Carlyle e de 30% da Centauro pelo GP Investments. Todas foram divulgadas no segundo semestre e, portanto, devem ajudar a inflar o balanço anual da região.

Acompanhe tudo sobre:Fusões e AquisiçõesPrivate equityCapital de risco

Mais de Negócios

Inovação de SC que já movimentou R$ 804 mil alia boa mesa e conta menor

Um dos principais escritórios de investimento do Nordeste escolhe BTG Pactual para seguir expansão

Seu próximo talento pode estar fora da sua bolha

Com 230 lojas, rede de cafeterias muda estratégia de expansão para chegar aos R$ 115 milhões