Negócios

Montadoras terão de inovar maneira de vender carro

Estudo da Bain & Company mostra os desafios que a indústria automotiva tem hoje com as mudanças dos comportamentos de consumo

Concessionária de carros - venda de veículos (Vladimir Rys/Getty Images/Getty Images)

Concessionária de carros - venda de veículos (Vladimir Rys/Getty Images/Getty Images)

Tatiana Vaz

Tatiana Vaz

Publicado em 9 de outubro de 2017 às 16h17.

São Paulo – Além de desenvolver carros mais modernos e tecnológicos, a indústria automotiva tem hoje o desafio de atender melhor os clientes – e por caminhos cada vez mais variados.

É isto o que mostra o estudo da consultoria Bain & Company sobre o assunto.

Se antes as pessoas compravam seus automóveis depois de muitas visitas a concessionárias, hoje 60% dos compradores faz pesquisas pela internet e só vai até uma loja depois de receber uma boa indicação. A compra acontece depois de, em média, duas visitas.

A situação exige das montadoras investimento em marketing digital e um melhor treinamento dos vendedores nas concessionárias. Como resultado, elas podem cortar até 20% do custo com a integração de canais online e off-line.

“Com a crise, ficaram no mercado as concessionárias melhor preparadas e elas seguem com um papel crucial no setor, mais profissionalizadas”, afirma Lucas Brossi, da Bain & Company.

Se tem uma coisa que não muda é a influência de amigos e familiares na decisão. A pesquisa mostra que 44% dos compradores seguem as recomendações obtidas em seus círculos privados.

Outros 30% confiam em análises de veículos online, que ganham influência ao melhorar a transparência e facilitar a comparação entre as marcas. As concessionárias ficam em terceiro lugar, sendo a fonte mais confiável para apenas 26% dos compradores, mostra o estudo.

O número de pessoas que compram totalmente pelas lojas virtuais representa uma fatia pequena, de 2%. E ainda que as vendas online tenham previsão de crescimento, a porcentagem não deve crescer tanto, mostra a pesquisa.

"É preciso muita segurança para comprar um bem desse tipo sem ver, nem testar", afirma Brossi. "Mas pensar em inovar o processo de compra, identificar clientes que possam fazer indicações e até renovar os testes drives será o caminho".

 

Acompanhe tudo sobre:CarrosTendênciasBain & CompanyConcessionárias

Mais de Negócios

Após 13 anos focada em veículos, seguradora bilionária abre nova frente para dobrar de tamanho

Ozempic ou Mounjaro? Veja quem domina as respostas do ChatGPT sobre canetas emagrecedoras

Depois de Honey, Apple e Fire, Jack Daniel’s aposta na amora-preta

De sete anos de prejuízo à disputa por compradores: a virada da Medquímica