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Marca de barras de proteína investe R$ 35 milhões em fábrica e mira receita de R$ 500 milhões

O investimento na nova unidade procura dar impulso ao plano da Bold de acelerar o crescimento com a entrada em outras linhas de produtos; em 2022, empresa estima faturamento em R$ 80 milhões

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Gabriel Ferreira, da Bold: eu achava que já tinha a preparação para o mundo dos negócios e o primeiro ano foi um choque de realidade (Bold/Divulgação)

Gabriel Ferreira, da Bold: eu achava que já tinha a preparação para o mundo dos negócios e o primeiro ano foi um choque de realidade (Bold/Divulgação)

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Marcos Bonfim

Publicado em 16 de dezembro de 2022 às, 08h01.

Última atualização em 6 de janeiro de 2023 às, 15h40.

Caveira, visual metálico e pronta para abalar o mundo do crossfit, esporte que o seu fundador, Gabriel Ferreira praticava. O nascimento da Bold tinha como apelo a performance com suplementos em pó como whey, creatina e repositor energético. Não deu certo e, assim como acontece com diversos empreendedores, o jovem fundador teve que abandonar o mercado de suplementos.

O sucesso veio quando pivotou o negócio, entrou na indústria de barrinhas de proteínas e fez um reposicionamento total da imagem da marca, mais colorida e com a proposta de conversar com um público que tem interesse em saudabilidade. Neste ano, a empresa estima um faturamento estimado em R$ 80 milhões e mais do que dobrar em 2023, com R$ 180 milhões.

O crescimento está sendo acompanhado pela mudança para uma estrutura fabril maior, prevista para julho de 2023. A marca está investindo R$ 35 milhões na implantação do novo espaço em uma área de 23 mil metros quadrados em Divinópolis, Minas Gerais, sua cidade sede.

A movimentação procura dar impulso ao plano de chegar em 2027 com faturamento superior a R$ 500 milhões. No novo espaço, a Bold vai expandir as linhas de produção e começar a criar novas guloseimas, sempre à base de proteína.

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Para além dos cerca de 20 produtos atuais, entre barrinhas e de opções em forma de tubo, pretende “reconstruir” bolachas e outros itens que hoje fazem parte do dia a dia dos brasileiros nos momentos de indulgência.

A nova unidade substitui a primeira fábrica, inaugurada em 2021 quando a empresa decidiu sair do modelo de produção terceirizada. O lugar ficou pequeno para as novas ambições.

“Estrategicamente, estamos nos tornamos uma das maiores fábricas de barrinhas do país. No longo prazo, é importante controlar o processo e não estar nas mãos de um parceiro que pode não estar alinhado com os produtos”, afirma Gabriel Ferreira, fundador e CEO da Bold.

Como a Bold nasceu

A criação da Bold é reflexo de dois aprendizados de Gabriel. O primeiro é que ele cresceu como uma criança obesa e encontrou no esporte, aos 14 anos, o caminho para emagrecer, passando por corrida, crossfit e hoje triatlon.

O segundo é o exemplo de empreendedorismo do pai, que saiu de vendedor de tecidos para dono de um negócio de tecidos e em construção civil.

Quando criou a empresa com foco em suplementos para performance em 2018, aos 24 anos, pretendia unir os atributos das duas experiências.

“Eu achava que já tinha a preparação para o mundo dos negócios e o primeiro ano foi um choque de realidade”, afirma. Na época, o jovem era recém-formado em administração de empresas e tinha como experiência o trabalho por seis anos nos negócios da família. “Como não fiz pesquisa de mercado, muito do que fazíamos era baseado no meu gosto e o mercado acabou mostrando que não tinha interesse naquele produto”.

Prestes a acabar os R$ 150 mil do investimento inicial, Ferreira percebeu em viagem aos Estados Unidos que o setor de barras de proteínas de lá conseguia unir saudabilidade e sabor e representava uma saída para quem não queria comer chocolates ou doces. Pegou os R$ 30 mil restantes, encontrou uma fábrica e produziu um lote com 5 mil produtos.

As barras agradaram e meses depois, em 2019, reposicionou a marca para Bold Snacks – o primeiro nome era Bold Nutrition. Tirou do portfolio o apelo à performance e os suplementos e colocou o discurso de saudabilidade, com uma nova identidade visual: colorida e mais leve.

A marca reposicionou toda a identidade visual dos produtos quando entrou no mercado de barrinhas de proteína (Bold/Divulgação)

Os produtos começaram a ganhar espaço como sobremesa e a estratégia de mandar produtos para influenciadores de lifestyle mais conectados à saudabilidade também funcionou. A marca chegou a viralizar após um desses criadores de conteúdo postar uma forma inusitada de consumo: colocar a barra por microondas 20 segundos e comer com colher em forma pastosa.

“Como não tínhamos verba de marketing, a minha estratégia inicial foi procurar pessoas que fazem esportes e que eu acreditava que a barra poderia ser inserida no conteúdo delas”, diz. Hoje, a marca trabalha com cerca de 700 influenciadores.

Qual é o mercado da Bold

Nativa digital, a Bold cresceu no varejo físico em lugares como supermercados, farmácias e lojas de suplementos, responsáveis por 75% do faturamento atualmente. Está em aproximadamente em 8 mil pontos de venda físicos e mais de 150 mil clientes pelo ecommerce. Entre o público, as mulheres são a maioria.

Além de avançar em produtos, outro anseio da empresa é ampliar a cobertura geográfica. A marca está em todos os estados, mas quer uma penetração maior. “Ainda tem muito espaço para chegar”.

Com o crescimento em uma indústria que registra demanda crescente por saudabilidade, a Bold tem sido alvo constante de assédio por parte de fundos e grandes corporações de alimentos. Desde o investimento inicial, a empresa continua se financiando com capital próprio.

“Hoje, a gente vive muito esse momento de querer construir o negócio aqui, fazer uma base bem sólida e se posicionar até para outras pequenas marcas que nascem neste mercado de saudáveis. A gente quer ser uma referência nos próximos anos e juntar forças para continuar crescendo de maneira independente”, afirma.

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