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Maior hub de inovação do RS, Caldeira reabre após ficar embaixo d'água com a enchente; veja fotos

Ajuda de voluntários acelerou a limpeza e dois andares estarão liberados a partir da próxima segunda-feira

Pedro Valério, diretor do Instituto Caldeira: "Estamos unidos e trabalhando de maneira solidária para que o Caldeira saia fortalecido deste momento" (Instituto Caldeira/Divulgação)

Pedro Valério, diretor do Instituto Caldeira: "Estamos unidos e trabalhando de maneira solidária para que o Caldeira saia fortalecido deste momento" (Instituto Caldeira/Divulgação)

Daniel Giussani
Daniel Giussani

Repórter de Negócios

Publicado em 7 de junho de 2024 às 11h13.

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Nada melhor representa a articulação do PIB gaúcho nos últimos anos para fortalecer a inovação no Estado do que o Instituto Caldeira, uma organização do terceiro setor dedicada à agenda de transformação digital não apenas dentro das próprias empresas dos cerca de 40 empresários fundadores, mas também na sociedade gaúcha como um todo. 

No último mês, o Instituto Caldeira também serviu como representação da enchente que arrasou Porto Alegre. Localizado no 4º Distrito, perto do Guaíba, o instituto viu a água tomar todo seu espaço físico, que ficou embaixo da água.

E já que estamos falando da representatividade do Instituto Caldeira, aqui vai mais uma: a organização também representa a força para reconstrução do Estado. Cerca de um mês depois de ver a água tomar conta do espaço, o Instituto Caldeira reabrirá nesta segunda-feira, 10. 

Inicialmente, serão usados apenas o segundo e o terceiro andares do prédio: o primeiro andar, bastante impactado pelas chuvas, começou a ser reorganizado com um mutirão de limpeza no último domingo, 2, mas permanece em processo de restauração

As 69 empresas residentes do primeiro andar do Instituto Caldeira estão sendo realocadas nos outros dois andares, onde 200 novas posições de trabalho temporárias serão abertas.

O prejuízo estimado na estrutura do Caldeira foi de cerca de 35 milhões de reais. 

"Estamos trabalhando com arquitetos, mudando a estrutura interna e o posicionamento das mesas e estações de trabalho, para podermos receber toda a comunidade Caldeira da melhor forma", diz Pedro Valério, diretor executivo do hub. "As empresas residentes do segundo e do terceiro andares também estão disponibilizando suas salas, em sistema de escala, para uso pelos residentes do primeiro andar. Estamos unidos e trabalhando de maneira solidária para que o Caldeira saia fortalecido deste momento." 

Em uma parceria, o DC Navegantes, shopping localizado ao lado do instituto, vai liberar vagas de estacionamento, sem custos, para os membros da comunidade.

Impacto das enchentes nas startups

Nas últimas semanas, o Instituto Caldeira liderou um esforço para entender os impactos e repercussões das enchentes nas startups, empresas e organizações associadas ao hub. 

As startups, aliás, estão tendo um papel fundamental para a reconstrução do Rio Grande do Sul. A Be220, uma desenvolvedora de aplicativos para negócios que fica no Instituto Caldeira, por exemplo, desenvolveu um software que consegue puxar bancos de dados para saber quais são os donos de pets de Porto Alegre e ajudar no reencontro entre os bichinhos e seus donos. 

Já a startup Contato Seguro implementou um canal de denúncias para ajudar pessoas que estão em abrigos. 

São dois de centenas de exemplos de mobilização que acontecem em solo gaúcho. 

O próprio Caldeira, por exemplo, vem arrecadando, desde as chuvas, recursos que estão sendo destinados a jovens participantes do programa Geração Caldeira, programa educacional com foco em inclusão produtiva, cujas casas e famílias foram fortemente impactadas pelas chuvas. 

Os recursos estão sendo destinados por meio da Operação de Volta Para Casa, iniciativa que vem mapeando quem precisa de suporte financeiro direto para reestruturar seus lares.

Negócios em Luta

A série de reportagens Negócios em Luta é uma iniciativa da EXAME para dar visibilidade ao empreendedorismo do Rio Grande do Sul num dos momentos mais desafiadores na história do estado. Cerca de 700 mil micro e pequenas empresas gaúchas foram impactadas pelas enchentes que assolaram o estado no mês de maio.

São negócios de todos os setores que, de um dia para o outro, viram a água das chuvas inundar projetos de uma vida inteira. As cheias atingiram 80% da atividade econômica do estado, de acordo com estimativa da Fiergs, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul.

Os textos do Negócios em Luta mostram como os negócios gaúchos foram impactados pela enchente histórica e, mais do que isso, de que forma eles serão uma força vital na reconstrução do Rio Grande do Sul daqui para frente.Tem uma história? Mande para negociosemluta@exame.com.

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