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Itaúsa quer expandir presença internacional da Havaianas

Companhia acertou nesta semana com o grupo Cambuhy compra de toda a participação da J&F na Alpargatas

Havaianas: Itaúsa quer diversificar a marca a ampliar sua presença internacional (Divulgação/Divulgação)

Havaianas: Itaúsa quer diversificar a marca a ampliar sua presença internacional (Divulgação/Divulgação)

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Reuters

Publicado em 14 de julho de 2017 às 12h31.

Última atualização em 14 de julho de 2017 às 14h49.

São Paulo - A holding de investimentos Itaúsa pretende expandir a presença internacional da Havaianas, ampliando o alcance da marca nos Estados Unidos, enquanto segue mantendo foco em diversificação de sua carteira de ativos.

A companhia acertou nesta semana com o grupo Cambuhy compra de toda a participação da J&F na Alpargatas, dona da Havaianas, em negócio de 3,5 bilhões de reais.

"Temos interesse sim em continuar algum tipo de diversificação, mas a ideia é que temos um ativo muito bom que são as ações do Itaú Unibanco. A ideia continua sendo diversificação e de pequena revisão do nosso portfólio", disse o presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal, em teleconferência com investidores e analistas.

Ele acrescentou, porém, que após as compras neste ano das participações na Alpargatas e na empresa de gasoduto Nova Transportadora do Sudeste (NTS), a Itaúsa não está negociando mais nenhum ativo e que pretende que o Itaú Unibanco continue representando cerca de 90 por cento de seus investimentos.

Às 13:20, as ações da Itaúsa exibiam desvalorização de 0,43 por cento, enquanto o Ibovespa tinha alta de 0,3 por cento. Os papéis da Alpargatas subiam 4 por cento.

Setubal afirmou que a Itaúsa pretende comprar as ações restantes dos minoritários da fabricante de calçados, pagando 80 por cento do valor proposto à J&F. Se todos os acionistas minoritários aceitarem a oferta, o desembolso extra dos compradores da Alpargatas será de cerca de 300 milhões de reais.

A Itaúsa não pretende alterar a estrutura de capital da Alpargatas, disse Setubal.

Questionado sobre qual foi a avaliação de risco em torno da aquisição da Alpargatas, Setubal citou "eventuais riscos que possam advir da leniência e colaboração dos antigos controladores", mas não deu detalhes.

A J&F, controlada pela família dos empresários Joesley e Wesley Batista, firmou em maio acordo de leniência com o Ministério Público federal, com pagamento de multa de 10,3 bilhões de reais por atos praticados por empresas da holding.

A aquisição da Alpargatas marca a entrada da Itaúsa no segmento de varejo. A Alpargatas, fundada em 1907, tem atualmente mais de 700 lojas no Brasil e no exterior e marcas que incluem, além da Havaianas, Topper, Dupé e Osklen.

"É uma aquisição importante para a Itaúsa. É uma marca muito forte, de muita tradição. Estamos bastante animados e vemos muitas oportunidades de expansão de marca e mercados", disse Setubal sem dar detalhes sobre como será a expansão da Alpargatas.

Segundo ele, o crescimento da presença internacional da Havaianas deve ajudar a ocupar mais a capacidade de produção das quatro fábricas brasileiras que produzem para a marca, contribuindo para a redução dos custos fixos mais adiante.

O presidente da Itaúsa afirmou que a holding não deverá alterar sua política de distribuição de dividendos e que avalia como exagerado o desconto de quase 28 por cento atribuído pelo mercado às ações da Itaúsa, algo que tem incentivado a empresa a fazer recompras de papéis.

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