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GM vai extinguir 25 mil postos de trabalho nos EUA até 2008

Demissões e fechamento de unidades de componentes e de montagem representam economia anual de US$ 2,5 bilhões. Empresa negocia com sindicatos redução dos custos com planos de saúde

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h41.

A montadora americana General Motors pretende eliminar ao menos 25 000 empregos nos Estados Unidos até 2008 e deixar de gastar 2,5 bilhões de dólares anuais. O corte equivale a 7,7% da mão-de-obra total empregada pela fabricante de veículos. O plano de reestruturação envolve o fechamento de plantas de montagem e fábricas de autopeças nos próximos anos, disse Rick Wagoner, presidente executivo e do conselho de administração da empresa, diante de assembléia anual de acionistas nesta terça-feira (7/6).

Segundo reportagem de The Wall Street Journal, o anúncio se dá no momento em que Wagoner e seu vice-presidente Robert Lutz tentam persuadir investidores de que seus veículos terão capacidade de reverter uma tendência de encolhimento da GM no mercado americano. Desde 1976, a presença da montadora caiu de 47% para 26% no seu maior mercado.

As dispensas foram apresentadas por Wagoner, no comando das operações norte-americanas desde abril deste ano, como parte de um plano de quatro itens para arrumar a casa de um negócio, o maior do mundo no setor automotivo, que fatura anualmente 114 bilhões de dólares. Além de demissões, o plano prevê o lançamento de novos modelos, a revisão da estratégia de marketing nos Estados Unidos e novos esforços para cortar custos.

Segundo The Wall Street Journal, o principal desafio nesse último ponto é equacionar os gastos anuais de 5,6 bilhões de dólares em planos de saúde, que segundo Wagoner representam "uma significativa desvantagem diante de competidores baseados no exterior". A empresa está negociando formas com os sindicatos para reduzir os dispêndios com planos de saúde.

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