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Gigantes do mar paralisam rotas por insegurança e falta de combustível

Decisão de MSC e CMA CGM afeta fluxo de importações e amplia riscos para a economia do Mali

MSC e CMA CGM confirmaram a suspensão dos serviços até que as condições de segurança melhorem (SAM PANTHAKY/AFP via/Getty Images)

MSC e CMA CGM confirmaram a suspensão dos serviços até que as condições de segurança melhorem (SAM PANTHAKY/AFP via/Getty Images)

Publicado em 8 de novembro de 2025 às 07h31.

Duas das maiores companhias globais de transporte marítimo, a MSC Mediterranean Shipping Co. e a CMA CGM, anunciaram a suspensão temporária de seus serviços ao Mali devido ao aumento da violência nas rotas terrestres e à escassez de combustível no país da África Ocidental, de acordo com informações da Bloomberg. A decisão afeta o fluxo de importações e exportações de uma das economias mais dependentes de transporte terrestre do continente.

Sem acesso ao mar, o Mali depende de portos em países vizinhos para importar e exportar produtos. O trajeto final é feito por via terrestre, sob responsabilidade das transportadoras internacionais.

Nos últimos dias, grupos jihadistas ligados à Al-Qaeda realizaram ataques a caminhoneiros, principalmente aos que transportam combustível, o que provocou uma redução no abastecimento e levou as empresas a interromper o transporte rodoviário.

Crise de abastecimento

Em comunicados separados divulgados nesta semana, MSC e CMA CGM confirmaram a suspensão dos serviços até que as condições de segurança melhorem. O bloqueio logístico já começa a gerar falta de combustível no mercado interno e afeta cadeias de suprimento essenciais, segundo a Bloomberg.

O Mali é um dos principais exportadores africanos de ouro e algodão, mas depende de importações para bens básicos, como grãos, combustíveis e equipamentos.

A interrupção dos serviços das duas transportadoras amplia o risco de desabastecimento em meio a um cenário de instabilidade política e econômica no país.

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