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Essa startup quer ser a 'Amazon das casas' — e investidores já apostaram US$ 400 milhões nisso

Com foco em tecnologia e eficiência financeira, a Homebound aposta em um novo modelo de construção e compra de casas

 (Reprodução/LinkedIn)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 15 de dezembro de 2025 às 14h32.

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Comprar uma casa com poucos cliques, em um processo 100% digital, não é mais uma promessa futurista. Nos Estados Unidos, já é realidade em cidades como Denver, Dallas e Houston graças à Homebound, plataforma digital de construção de casas fundada em 2018.

A empresa, criada por Nikki Pechet após os incêndios florestais devastarem o norte da Califórnia em 2017, acaba de anunciar que arrecadou US$ 400 milhões em aportes desde 2022, sendo US$ 100 milhões para operação e US$ 300 milhões em capital imobiliário.

A startup, que começou como resposta a uma crise habitacional após a tragédia natural, tornou-se símbolo de uma nova era no setor de construção, sendo mais ágil, digital e financeiramente eficiente.

Pechet, ex-executiva da Thumbtack, percebeu uma falha estrutural na indústria. "Mesmo com cheques milionários de seguro nas mãos, as pessoas não conseguiam reconstruir suas casas. Os empreiteiros diziam: 'te coloco na lista de espera, volto em quatro anos’", relatou. As informações foram retiradas de Fortune.

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A digitalização como estratégia financeira

A proposta da Homebound não está apenas em digitalizar a experiência do comprador. A plataforma permite que o cliente escolha um terreno, um projeto e um estilo de casa em um processo semelhante ao de um e-commerce tradicional. 

O preço é atualizado em tempo real, e a finalização da compra segue o mesmo fluxo de um checkout online.

Mas o verdadeiro diferencial está nos bastidores financeiros do negócio. Com tecnologia própria, a Homebound gera um “gêmeo digital” da casa, acompanha o progresso da obra e automatiza inspeções com inteligência artificial. 

Na cadeia de suprimentos, a precisão é palavra de ordem. Em vez de estimativas genéricas, a plataforma produz orçamentos detalhados e materiais sob medida, o que evita desperdício e reduz custos.

Essa eficiência operacional impacta diretamente o modelo financeiro da empresa. Segundo Pechet, a empresa está no caminho para atingir a lucratividade até o final de 2026, mesmo após anos de alta nas taxas de juros que derrubaram diversas startups do setor. "Minha maior lição foi: saiba o que pode te matar e trabalhe duro para que isso não aconteça", declarou.

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Além disso, o modelo financeiro adotado, que separa capital operacional de capital imobiliário, oferece um estudo de caso sobre como estruturar investimentos com diferentes naturezas e expectativas de retorno.

O envolvimento de fundos como Goldman Sachs e Bridgepoint reforça a relevância do projeto, não apenas como uma inovação tecnológica, mas como uma proposta financeiramente sólida.

Esse treinamento ensina como gerenciar o orçamento de empresas

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