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A paulista Frota 162 quer resolver um problema antigo das transportadoras e operadoras logísticas: a organização da frota. Mais especificamente, das infrações das frotas. Por uma plataforma digital, a startup permite que essas empresas monitorem os veículos, consigam ver quais as multas cometidas, quais os condutores que estão cometendo as infrações e gerir os pontos na CNH.

De acordo com os cálculos da própria empresa, ao usar o sistema, é possível reduzir em 80% o tempo em que frotistas gastam na gestão de multas e de condutores. Também estimam uma redução de 40% nos custos.

“A gente automatiza e simplifica uma série de processos”, diz o fundador e CEO da Frota 162, Marcelo Lemos. “Como trazemos inteligência e reduzimos tempo, conseguimos também reduzir os custos”. 

Agora, pouco mais de um ano após a empresa nascer, receberá o primeiro aporte. Serão 3 milhões de reais, liderados pela ACE Ventures e com participação do Fundo Soberano do Espírito Santo (Funses 1) e da Venture Hub. Com o valor, a expectativa da Frota 162 é crescer 10 vezes o faturamento e o número de clientes.

Como identificaram a oportunidade

Lemos é empreendedor desde os 16 anos. Começou criando um negócio de despache de multas em São Paulo. Em 2015, passou por uma “virada de chave” e quis estudar mais tecnologia. Em 2019, fundou a Gringo, uma startup que faz a gestão de documentação para veículos de pessoas físicas. Três anos depois, veio a ideia da Frota 162. 

Segundo Lemos, o setor ainda é pouco profissionalizado, fazendo os os clientes dependerem de órgãos como o Detran ou então de escritórios de despachantes. “Foi quando enxergamos uma ótima oportunidade para se diferenciar ao oferecer usabilidade superior às ferramentas utilizadas hoje, como planilhas de excel, por exemplo, além de reduzir significativamente custos e tempo das informações”, diz o executivo. 

Na prática, a Frete 162 tem uma tecnologia que recolhe informações de vários órgãos e pastas difusas em uma única dashboard. Por lá, é possível monitorar, além das multas, como estão as carteiras de motoristas dos funcionários e fazer a gestão de pontos. 

“É um mercado bilionário, que as cifras passam de 500 bilhões de reais”, afirma Lemos. “Estamos falando de um mercado em que mais de 70% do que é transportado, é feito por meio rodoviário. A redução de custos acaba se mostrando como uma vantagem competitiva, e oferecemos isso”.

Qual o crescimento da Frota 162

Fundada em 2022, a Frota 162 cresce em média 15% ao mês. Em 2022, faturaram pouco menos de 500.000 reais. Para 2023, a expectativa é bater 2,5 milhões de reais em faturamento. Atualmente, contam com cerca de 150 clientes, como Armac e Rodonaves. 

A startup fatura cobrando uma mensalidade pela plataforma. O preço varia também conforme a quantidade de veículos monitorados. “A gente tem uma ferramenta bem flexível, que pode ter de 10 até 5.000 veículos”, afirma Lemos. 

Como vão usar o aporte

Há uma lista de usos e objetivos para o aporte de 3 milhões de reais que estão entrando agora. 

  • crescer carteira de clientes por meio de melhorias do nosso produto
  • contratação de pessoas, sobretudo na área de tecnologia e produto
  • meta é triplicar a equipe
  • crescer o faturamento em 10 vezes 
  • crescer o número de clientes em 10 vezes

Por que a ACE investiu na Frota 162

A ACE Ventures começou em 2012, fundada por dois empreendedores que decidiram virar investidores de outros negócios. O foco da empresa são startups com aportes em early stage. Hoje, já são cerca de 140 investidas e 26 exists. 

“Selecionamos as empresas cujos problemas sabemos que os empreendedores saberão  resolver”, diz Pedro Carneiro, sócio e diretor de investimentos da ACE Ventures. “A gente testa produto, fala com cliente, analisa desempenho”. 

No caso da Frota 162, chamou atenção da gestora de capital a velocidade para tração e os resultados de crescimento mês após mês. Também se surpreenderam positivamente com o feedback de quem já usava o produto. 

“Quem entrava, amava e não saia muito mais”, afirma Carneiro. “Nossa visão foi de que eles escolheram um problema certo para resolver”. 

Até o final do ano, a ACE Ventures deve fazer outros seis aportes em startups. Entre os critérios para decidir em quem investir estão negócios com capacidade alta de escala e empresas com capacidade de resolver problemas reais das pessoas. Não há restrição de setor ou modelo de negócio. 

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