(Reprodução/LinkedIn)
Redação Exame
Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 15h15.
Quando Alyson Isaacs entrou para a Meta em 2022, tinha cerca de US$ 200 na conta poupança.
Após gastar todas as economias na startup que havia cofundado logo depois da faculdade, ela viu no salário de seis dígitos em uma das maiores empresas de tecnologia do mundo uma estratégia para reconstruir capital e preparar o próximo movimento.
Três anos depois, pediu demissão e voltou ao empreendedorismo com uma nova empresa de inteligência artificial. As informações foram retiradas de Business Insider.
Depois de “gastar completamente” suas economias na primeira startup, Isaacs precisou redefinir sua rota. Seguindo o conselho de um mentor, decidiu entrar no que chamou de “reabilitação de startups”, aceitando um emprego em tempo integral para recuperar estabilidade financeira.
Cerca de quatro meses após iniciar entrevistas, conquistou uma vaga como gerente de produto na divisão Quest for Business, de realidade virtual, da Meta. Mudou-se para São Francisco e iniciou o trabalho em maio de 2022, aproximadamente um ano após se formar.
O movimento não representava abandono do sonho empreendedor, mas um reposicionamento estratégico. O salário de seis dígitos permitiu recompor reservas e estruturar planejamento financeiro para um futuro sem renda fixa.
Para profissionais de finanças corporativas, o caso ilustra uma lógica clássica de gestão de risco. Após uma exposição elevada de capital próprio em um empreendimento inicial, Isaacs buscou geração previsível de caixa para fortalecer liquidez antes de assumir novo ciclo de incerteza.
Desde o início, ela sabia que o emprego não era o destino final. Passou a viver abaixo dos próprios meios, optando por moradia em área mais acessível, academia básica, refeições preparadas em casa e redução de gastos supérfluos.
Segundo Isaacs, ela “economizou o máximo possível” porque entendia que aquela fase não seria permanente. Após cerca de um ano poupando, começou a investir como investidora anjo, aplicando menos de US$ 10 mil por operação em startups. A prática ampliou sua rede no ecossistema de inovação de São Francisco e permitiu identificar lacunas de mercado.
Paralelamente, absorveu conhecimento dentro da própria Meta. Em 2024, migrou para a função de gerente de produto no Instagram. A experiência em produtos de larga escala trouxe repertório técnico e estratégico que, segundo ela, o empreendedorismo isolado não havia proporcionado.
Sob a ótica corporativa, Isaacs transformou o período como funcionária em uma etapa de capacitação e capitalização. Ela acumulou ativos financeiros e intangíveis, conhecimento operacional, marca no currículo e conexões estratégicas.
Em 2024, a morte do pai influenciou sua reflexão sobre carreira. A pergunta central passou a ser se queria permanecer como gerente de produto em Big Tech pelo restante da vida profissional. A resposta foi negativa.
Em meados de 2025, já pensava de forma recorrente em uma nova startup na área de inteligência artificial voltada ao bem-estar pessoal. Em 1º de julho, pediu demissão. No dia seguinte, começou a se dedicar integralmente ao novo negócio, descrito como uma solução de IA agentiva para wellness. A empresa está em fase stealth e planeja abrir rodada pre seed na primavera.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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